Edição Nº 647 - 23/05/2019

23/05/2019

Crédito: Tela Tomazeli

 

Crédito: Tela Tomazeli

 

Crédito: Tela Tomazeli

 

Crédito: Tela Tomazeli

 

A cidade antiga

Vinicius de Moares/Rio de Janeiro , 2004

Houve tempo em que a cidade tinha pêlo na axila 
E em que os parques usavam cinto de castidade 
As gaivotas do Pharoux não contavam em absoluto 
Com a posterior invenção dos kamikazes 
De resto, a metrópole era inexpugnável 
Com Joãozinho da Lapa e Ataliba de Lara. 

Houve tempo em que se dizia: LU-GO-LI-NA 
U, loura; O, morena; I, ruiva; A, mulata! 
Vogais! tônico para o cabelo da poesia 
Já escrevi, certa vez, vossa triste balada 
Entre os minuetos sutis do comércio imediato 
As portadoras de êxtase e de permanganato! 

Houve um tempo em que um morro era apenas um morro 
E não um camelô de colete brilhante 
Piscando intermitente o grito de socorro 
Da livre concorrência: um pequeno gigante 
Que nunca se curvava, ou somente nos dias 
Em que o Melo Maluco praticava acrobacias. 

Houve tempo em que se exclamava: Asfalto! 
Em que se comentava: Verso livre! com receio... 
Em que, para se mostrar, alguém dizia alto: 
"Então às seis, sob a marquise do Passeio..." 
Em que se ia ver a bem-amada sepulcral 
Decompor o espectro de um sorvete na Paschoal 

Houve tempo em que o amor era melancolia 
E a tuberculose se chamava consumpção 
De geométrico na cidade só existia 
A palamenta dos ioles, de manhã... 
Mas em compensação, que abundância de tudo! 
Água, sonhos, marfim, nádegas, pão, veludo! 

Houve tempo em que apareceu diante do espelho 
A flapper cheia de it, a esfuziante miss 
A boca em coração, a saia acima do joelho 
Sempre a tremelicar os ombros e os quadris 
Nos shimmies: a mulher moderna... Ó Nancy! Ó Nita! 
Que vos transformastes em dízima infinita... 

Houve tempo... e em verdade eu vos digo: havia tempo 
Tempo para a peteca e tempo para o soneto 
Tempo para trabalhar e para dar tempo ao tempo 
Tempo para envelhecer sem ficar obsoleto... 
Eis por que, para que volte o tempo, e o sonho, e a rima 
Eu fiz, de humor irônico, esta poesia acima.

fenin
prawer

Crédito: Tela Tomazeli

 

 O mundo não é para os fracos...

O mundo não é para os negros, homossexuais, anões, prostitutas...

O mundo não é para os idosos, deficientes, garis ou coveiros...

O mundo não é para os brancos, amarelos...

O mundo não é, para os hoje excluídos, que não possuem qualquer deficiência...

O mundo é para os portadores de câncer, alzheimer, parkinson e tantas outras manchas que lhes foram destinadas e, a partir de então, passam a lutar bravamente para ‘ficar no mundo’... O mundo é daqueles que perderam e perdem seus ante queridos, por esses e outros motivos e, lutam a cada dia para acordar e viver sem a presença...

Pessoas, pessoas, sejamos menos para sermos mais. Lutemos para andar de mãos dadas e não criar classes. Entendamos as diferenças, respeitando as diferenças daqueles que supostamente não as possuem. Não há imposição que faça avançar a humanidade. Somente a cultura da educação, com total discernimento e entendimento do próximo nos torna merecedores desse mundo, que exige força, foco e fé...

O próximo é o ser humano, em sua plena forma, seja ela qual for!

Mais amor por favor!

Tela

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Frederico Plestch é Cidadão Gramadense

Frederico Plestch é Cidadão Gramadense

Gonçalo Falcão e a esposa Roberta Pletsch ao lado dos país Frederico e Cristina Pletsch e do irmão Cristiano Pletsch. CRédito: Tela Tomazeli

 

O abraço do amigo Fedoca, Prefeito de Gramado. Crédito: Tela Tomazeli

 

Frederico Pletsch com os vereadores Renan Sartori e Daniel Koelher, prefeito Fedoca, vereador Luiz Barbacovi, Ubiratã Oliveira, Rose Ecker e Vonei da Saúde. Crédito; Tela Tomazeli

 

Receber o título de Cidadão Gramadense não é simplesmente um mérito, é uma responsabilidade, e nesta quarta-feira Frederico Pletsch recebeu essa distinção na Câmara de Vereadores de Gramado. A responsabilidade não precisa ser cobrada pois ao longo dos anos ele é um dos empresários, senão o único, do setor de organização de eventos, que mais beneficia Gramado, em todos as instâncias da economia e geração de trabalho direto. Anualmente realiza o SICC, maior e mais qualificada feira do setor calçadista do pais, que lança verão e, a Zero Grau, que caminha para a mesma proporção, lançando o inverno para o setor.

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