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Pesquisa sobre características da população com autismo chega em mais de 30 mil pessoas com o transtorno no RS

  • Foto do escritor: Tela Tomazeli | Editora
    Tela Tomazeli | Editora
  • há 18 horas
  • 3 min de leitura

SOCIAL


A Fundação de Articulação e Desenvolvimento de Políticas Públicas para Pessoas com Deficiência e com Altas Habilidades no Rio Grande do Sul (Faders), instituição vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes), divulgou, na quarta-feira (2/4), os resultados da pesquisa “Características da População com Autismo no Rio Grande do Sul”. O estudo oferece informações importantes sobre a comunidade autista gaúcha.



A análise dos dados, obtidos por meio das solicitações da Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (Ciptea), entre junho de 2021 e janeiro de 2025, revelou que foram registradas 36.430 solicitações de Ciptea, das quais 33.169 foram aceitas, abrangendo 485 municípios do Rio Grande do Sul. Um incremento de 11.962 Cipteas e de 20 municípios em relação a 2024. As principais razões para o indeferimento de solicitações foram a apresentação de laudo não emitido por médicos e de documentos cujo diagnóstico informado não corresponde ao transtorno.



“Os dados nos permitem entender as necessidades e desafios da população com autismo no Rio Grande do Sul. Ter essa visualização do panorama é fundamental para a elaboração de políticas públicas assertivas”, disse o secretário em exercício da Sedes, Gustavo Saldanha.



Maior incidência no sexo masculino

A pesquisa revelou uma distribuição demográfica variada, com uma predominância masculina significativa, correspondendo a 72% dos casos.



A identificação precoce do Transtorno do Espectro do Autismo (TEA), com 46% dos diagnósticos ocorrendo até os 3 anos e 11 meses, ressalta a importância das intervenções iniciais. Além disso, o levantamento destacou a coexistência de mais de uma pessoa com TEA na mesma família em 33,31% dos casos, sublinhando a complexidade das necessidades deste grupo.



Trabalho e educação

De acordo com os dados, 41% dos adultos com TEA estão empregados. Na educação, a pesquisa aponta que 95% dos jovens de 6 a 17 anos estão matriculados na escola.



Maioria das Cipteas encontram-se nos municípios mais populosos

A análise regionalizada é fundamental para avaliação da política pública e verificação dos recursos disponibilizados em cada região atendendo às necessidades dos municípios mais populosos e dos menos populosos.



O presidente da Faders, Marquinho Lang, destacou a importância da pesquisa e do Ciptômetro (ferramenta com número de Cipteas por município disponibilizada no site da Faders). “Ambos os dados se mostram essenciais para que os gestores públicos possam planejar e avaliar o impacto de campanhas de divulgação sobre o autismo, Ciptea e atuação da rede de apoio na efetividade das estratégias adotadas em diferentes regiões”, enfatizou.



O Estado é dividido em 28 Conselhos Regionais de Desenvolvimento (Coredes). Conforme o Atlas Sociodemográfico do RS (2020), os municípios gaúchos mais populosos encontram-se na Região Metropolitana, que fazem parte do Corede Metropolitano Delta do Jacuí, apresentando 29,66% no total de carteiras aprovadas no RS. O segundo Corede com maior índice de solicitações é o Vale do Rio dos Sinos, com 13,84%, e o terceiro é o Corede Sul, com 9,23% de aprovações. Já os Coredes com os menores números de Cipteas verificados foram Celeiro, com 0,66%; Alto da Serra do Botucaraí, com 0,62%; e Nordeste, com 0,61%.



Entre os municípios, Porto Alegre, localizado no Corede Metropolitano Delta do Jacuí, liderou o número de solicitações, representando 16,93% do total. Em seguida, Caxias do Sul, pertencente ao Corede Serra, registrou 4,67% das solicitações, enquanto Canoas, no Corede Vale do Rio dos Sinos, contabilizou 4,56%. Rio Grande, no Corede Sul, teve 4,81%.



Em termos proporcionais em relação ao número de Cipteas e população dos municípios, a cidade que apresenta maior número de carteiras é Capivari do Sul (0,75%), seguida por Rio Grande (0,65%) e Alto Alegre (0,61%).



Desafios e complexidades

A maior parte da população com autismo no Rio Grande do Sul encontra-se nas faixas de renda mais baixas, sendo que 85% vivem com até 1,5 salário-mínimo nacional. Ao apresentar os dados, a coordenadora de Pesquisa da Faders, Aline Monteiro, ressaltou que, de 2024 para 2025, também houve redução no número de indivíduos cadastrados na Ciptea com plano de saúde.



Pesquisa "Características da População com TEA no RS" - Clique no PDF




Texto: Bethania Haas Loblein/Ascom Faders / Edição: Camila Cargnelutti/Secom

Fonte: Governo do RS

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