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Museu Estadual do Carvão, RS, adota técnica inovadora para recuperar acervo

  • Foto do escritor: Tela Tomazeli | Editora
    Tela Tomazeli | Editora
  • 8 de out. de 2024
  • 3 min de leitura

Documentos da instituição atingidos por inundação histórica foram congelados


Museu do Carvão, RS
Materiais estão passando por processo de descongelamento controlado e desinfecção - Foto: Ascom Sedac

Materiais estão passando por processo de descongelamento controlado e desinfecção - Foto: Ascom Sedac

Severamente afetado pelo fenômeno meteorológico que atingiu o Rio Grande do Sul em abril e maio, o Museu Estadual do Carvão, localizado no município de Arroio dos Ratos, está aplicando uma técnica inovadora para recuperar o acervo. Aproximadamente 650 caixas de documentos históricos e 100 maços de documentos de grandes dimensões do arquivo da mineração ficaram submersos, comprometendo sua integridade. O acervo foi congelado em um frigorífico da região logo após o recuo das águas e, agora, passa por processo de descongelamento controlado e desinfecção.



A técnica está sendo aplicada pela primeira no RS. A iniciativa é fruto de parceria com o Instituto Histórico e Geográfico do Estado, e viabilizada com recursos doados pelo Banrisul.



O congelamento teve por objetivo evitar a proliferação e colonização de micro-organismos, garantindo a preservação dos materiais até que o processo de recuperação pudesse ser iniciado. Em colaboração com a restauradora do Palácio Piratini, Isis Fofano, e a empresa paulista Preservatech, especializada em tecnologia de preservação de acervos, o processo de descongelamento, secagem controlada do material e desinfecção com ozônio foi iniciado nas dependências do Museu Arqueológico do Rio Grande do Sul (Marsul), instituição da Secretaria da Cultura (Sedac), e deve ser concluído até o final de outubro.



O trabalho é conduzido pelo alemão Stephan Schäfer, especialista em gerenciamentos e análise de riscos para conservação de acervos, conservação preventiva, conservação-restauração, peritagem e análise científica de obras de arte.



De acordo com Schäfer, “a grande vantagem da utilização desse processo é que não haverá colonização por micro-organismos durante a secagem dos documentos, apesar da grande quantidade de água absorvida no papel durante a inundação”. O esforço coordenado pela Sedac visa garantir que a história da mineração e do carvão, preservada nos documentos do museu, continue acessível para as gerações futuras.



Museu do Carvão, RS
Aproximadamente 650 caixas de documentos e 100 maços de itens de grandes dimensões estão sendo recuperados após inundações - Foto: Ascom Sedac


De acordo com o diretor do Departamento de Memória e Patrimônio da Sedac, Eduardo Hahn, essa é a segunda etapa do processo para desinfecção do conjunto de documentos, buscando sua estabilidade física. A terceira etapa será a montagem de um laboratório de restauração de documentos, a ser implantado na Casa de Cultura Mario Quintana.



No local, em pequenos grupos de acervo documental, será efetuada a restauração final do acervo para posterior retorno à consulta pública. “Vemos com alegria o resultado positivo do processo. Estamos otimistas com a recuperação dos acervos dos museus e arquivos afetados”, comemora Hahn.



Sobre o Museu Estadual do Carvão


Instituição museológica da Sedac, o Museu Estadual do Carvão foi criado em 31 de março de 1986 para preservar a história da exploração do carvão e dos mineiros. Possui uma área de aproximadamente dez hectares.



Considerado uma referência do patrimônio histórico e cultural da Região Carbonífera, a instituição guarda um importante acervo museológico e arquivístico, que registra a história da mineração de carvão do RS – com ferramentas e utensílios de extração mineral, peças em porcelana para eletricidade, tijolos refratários vindos da Europa, fotografias, livros e mapas, entre outros objetos e documentos que registram a história das minas do carvão. No espaço estão também as ruínas do antigo Poço 1, inaugurado em 1908, e as galerias da Termelétrica.



No prédio da exposição museológica funcionou a primeira Usina Termelétrica do Brasil, de 1924 a 1956, construída pela Companhia Estrada de Ferro e Minas de São Jerônimo (CEFSMJ). O local funciona como um centro cultural de promoção de diferentes linguagens culturais, propondo ações educativas com as escolas – especialmente sobre o tema preservação –, estimulando o sentimento de apropriação e de pertencimento.



Texto: Carlos Hammes/Ascom Sedac

Edição: Felipe Borges/Secom

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