7º Domingo do Tempo Comum

(Mt 5,38-48)

O modelo de perfeição apresentado por Jesus a seus discípulos visava preservá-los da mediocridade em que viviam tantas pessoas religiosas da época.  Satisfeitas consigo mesmas, julgavam ter alcançado toda a perfeição possível a um ser humano. Em geral, tais pessoas estão sempre a um passo da soberba e, se auto comparando com as demais, julgam-se superioras a todas.

Tendo Deus como modelo de perfeição, o discípulo não é exortado a se tornar um outro deus, e sim, a ter sempre diante de si as virtudes próprias de Deus, deixando-se guiar por elas. Com isso, estará em condições de cultivar ideais mais elevados, sem correr o risco de se tornar mesquinho. Por outro lado, haverá de cultivar a humildade, ao tomar consciência do quanto está longe da perfeição divina. Deixar-se dominar pelo desânimo seria uma atitude inconveniente ao discípulo, uma vez que desconfia de sua capacidade pessoal de seguir adiante. Isto não corresponde ao desejo de Jesus.

A busca da perfeição, inspirada em Deus, acontece na obediência ao mandato de Jesus. Entretanto, ela será infrutífera se o discípulo pretender alcançá-la  por própria iniciativa, excluindo qualquer ajuda.

A perfeição é uma ação de Deus no coração do discípulo. Quanto maior for sua docilidade, tanto mais o Espírito poderá conformá-lo com o modo de ser divino.

Façamos nossa oração:

Querido Pai, cria em nós um coração dócil ao Espírito, modelando-nos segundo o teu modo de ser, e nos coloca no caminho da verdadeira perfeição. Amém.