(…) “Em nossa condição atual, temos efetivamente o poder de fazer ou não fazer seja o que for, enquanto não formos apanhados num hábito. Depois que usamos essa liberdade de fazer algo, a doçura e o prazer do ato nos retêm a alma, que fica aprisionada no tipo de hábito que não consegue romper – um hábito criado para ela por seu próprio ato pecaminoso. Vemos à nossa volta muitos homens que não querem proferir imprecações, mas, como sua língua adquiriu esse hábito, escapam-lhes dos lábios palavras que eles são simplesmente incapazes de controlar. (…) Se quiseres saber a que me refiro, começai a tentar não praguejar: então vereis como a força do hábito segue seu próprio caminho. ” Da obra de Santo Agostinho, uma biografia, de Peter Brown.