Bairro Piratini. Foto: Tela Tomazeli

Os tremores de terra que tem sido registrados em Gramado desde o dia 21 de agosto, não tem origem em detonações por explosivos, mas em movimentos naturais da terra. A informação é do doutor em engenharia Enrique Munaretti, que é professor do Departamento de Engenharia de Minas da UFRGS.

Ele esclareceu ao engenheiro Alexandre Santos, coordenador da Defesa Civil de Gramado, que a origem dos estrondos não são detonações por explosivos. Explicou que a formação rochosa de Gramado é composta por placas de basalto. Depois de um período de estiagem no início do ano, as fissuras entre as placas foram novamente “preenchidas” com as chuvas recentes, causando estes movimentos das rochas originando os ruídos e tremores. A principal localidade que vem sendo atingida é o bairro Piratini. Os moradores informaram à Defesa Civil a ocorrência de tremores nos dias 21 (4h, 16h, 20h e 22h) e 22 de agosto (5h20), e 3 (8h45 e 9h), 4 (14h) e 8 de setembro (0h40 e 22h23).

Desde o primeiro evento em 21 de agosto, a Defesa Civil está investigando as ocorrências, acionando a Defesa Civil do Estado. A Defesa Civil do RS, por sua vez, informou os fatos ao Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden).

A Secretaria Municipal de Planejamento, reforça, ainda, que têm sido realizadas fiscalizações em obras no município, não sendo identificada nenhuma detonação irregular.