(Mt, 25,1-13)

32º Domingo do Tempo Comum 

O tempo pode levar o discípulo do Reino a esmorecer no seu fervor, deixando-o despreparado para o encontro com o Senhor. A incerteza da hora da morte pode ter efeitos desastrosos e leva-lo a assumir atitudes incompatíveis com a sua opção.

As comunidades cristãs primitivas esperavam a vinda do Senhor para breve e, com ela, o fim dos tempos. Esta expectativa tinha o perigo de levar os cristãos a viverem tão ansiosos com a iminência do fim, a ponto de exaurir-lhes a constância no bem. O Evangelho apela para a necessidade de estarmos prontos, sem, contudo, deixar nossa vida de fé e nossa pertença à comunidade caírem numa rotina.

A parábola das virgens serve de alerta para os cristãos de todos os tempos. A sensatez aconselha a conservar a lâmpada sempre acesa e, até a se ter óleo de reserva.  Isto significa, manter-se  zelosos pelas coisas do Reino, entusiastas em fazer o que agrada a Deus, vibrantes na prática do amor e da justiça, cheios de ânimo por saber-se à espera do Senhor que vem, inflamados pelo desejo de estar em comunhão com Deus.

Não ter consigo óleo de reserva – não perseverar no amor – é insensatez no amor – é insensatez que pode merecer ouvir do Senhor a terrível sentença.  “Não os conheço”! O discípulo fiel sabe se prevenir, sendo perseverante na prática do amor.

Façamos nossa oração:

Querido Pai do céu, mantenha acesa em nós a chama do zelo pelas coisas do Reino, de modo que nós estejamos sempre preparados para o encontro com o teu Filho Jesus. Amém.