Nos tempos de natal, Gramado abandona sua aparência habitual para dedicar-se inteiramente a celebração do nascimento de Jesus e ao sempre bem quisto Papai Noel, o encarregado de alegrar essa festa de aniversário. E, a esse tão sagrado motivo, os gramadenses entregam-se inteiramente em habilidades e sentimentos.

O primeiro passo em busca da construção de noites tipicamente natalinas é reservar nos corações muito espaço para guardar a justa vaidade decorrente do serviço bem feito e a vontade de ganhar dinheiro de forma honesta e merecida.

E tudo começa com a requisição de muita luz. Afinal, recém acaba de ser trazido à luz um menino que, depois de grande vai iluminar o mundo com as mais límpidas e duradouras formas da fraternidade. Em primeiro lugar, essas luzes precisam compor cenários suaves, em cores tranqüilizantes e harmonizadas com as belezas naturais que a cidade possui. E o que mais desafia a criatividade dos organizadores é nunca deixar que algum jorro de luz, por mais artístico que seja, pareça ser mais importante do que as pessoas para quem a cidade é iluminada. Por conta da generosidade dos céus essas criações voltadas para a noite, são valorizadas, volta e meia, pela serração, pelo chuvisqueiro e pelos nossos famosos invernos de dezembro. E, para completar o cenário noturno, são requisitadas a música erudita e grandiosas montagens cênicas no mais exigente formato natalino.

E todo esse esforço é acolhido pelo ventre de uma terra que se regozija com o esforço que seus filhos dedicam para criar uma cidade da qual possam sentir justo orgulho e gratificantes emoções

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