1º Domingo da Quaresma

(Mc 1,12-15)

A pregação de Jesus teve início com um apelo premente: “O tempo atingiu sua plenitude”. “É hora de converter-se e acreditar no Evangelho”.

A plenitude do tempo aconteceu com o advento de Jesus na história humana. Nele, todas as expectativas do passado encontraram sua plena realização, pois Deus mesmo assumiu esta história, para redimi-lo do pecado. A presença salvadora de Jesus foi um convite para que todos aceitassem a salvação oferecida por Deus. Era uma ocasião única, que ninguém devia perder. Corria o risco de não participar da salvação quem não atendesse ao apelo de Jesus.

O convite à conversão, lançado por Jesus, supunha que a pessoa fosse capaz de dar uma guinada na própria vida. Tratava-se de passar do egoísmo ao amor, da injustiça à justiça, da idolatria ao Deus vivo. O autêntico processo de conversão atingia o ser humano no mais profundo de sua existência, e o transformava a partir de dentro. Os efeitos da conversão se faziam sentir, de maneira inequívoca, no modo com se agia. O indivíduo convertido tendia a assimilar o modo de ser de Jesus, uma vez que foi por ele transformado.

A Boa-Nova proclamada por Jesus apresentava o amor ao próximo, especialmente, aos excluídos e marginalizados como o eixo principal deste projeto de vida. Crer no evangelho significava muito mais do que uma profissão verbal da própria fé. Crer era agir.

Façamos nossa oração:

Senhor Jesus, que o teu apelo exigente de conversão não nos intimide, antes nos estimule a mudarmos radicalmente nosso modo de agir. Amém