(Jo 20, 1-9)

O despertar da fé

A ressurreição desperta os discípulos para a verdadeira fé em Jesus. Pode-se falar da fé deles ao longo do ministério terreno de Jesus. No período pré-pascal, porém, falava-lhes o dado da ressurreição, essencial para uma adesão plena ao Senhor.

A fé pré-pascal tinha algumas limitações: estava calcada num messianismo demasiado terreno qual se privilegiava a dimensão humana e política de Jesus, em detrimento de sua condição divina; dependia da presença física do Mestre para se sustentar. Apesar da insistência de Jesus, os discípulos estavam ainda muito centrados em si mesmos, sem se dar conta de que era preciso dar testemunho de sua fé.

A constatação do túmulo vazio, para o discípulo amado, serviu de indício de que algo novo estava acontecendo. A afirmação do evangelista- “Ele viu e acreditou” – revela o desabrochar da consciência de que Jesus era muito mais do que João podia imaginar. O túmulo vazio não foi prova da ressurreição, mas um sinal de alerta. Tanto Maria Madalena quanto Simão Pedro fizeram a mesma experiência. No entanto, deles se fala que ainda não tinham compreendido e Escritura segundo a qual Jesus devia ressuscitar dos mortos. Eles foram incapazes de perceber o sinal.

A dinâmica da fé no Ressurreição exigiu dos primeiros discípulos a superação de certos esquemas, de modo a se predisporem a acolher a novidade que o Pai lhes revelava.

Façamos nossa oração:

Querido Pai, desperta no nosso coração uma fé verdadeira em Cristo ressuscitado, presente e vivo em nosso meio, vencedor da morte e do pecado. Amém