(Mt 13,1-23)

15º Domingo do Tempo Comum

A tarefa do semeador é feita de sucesso e fracasso. Seria ingênuo imaginar a semeadura produzindo cem por cento de frutos. Por outro lado,  também seria o cúmulo do pessimismo se, ao semear, contasse, de antemão, com o fracasso. A alegria do semeador é ver a semente frutificar. Se, porém,  ela se perder, nem por isso renunciará à sua vocação de semeador.

A parábola evangélica está mais calcada no fracasso do que no sucesso. As sementes caídas à beira do caminho perderam-se todas, devoradas pelas aves do céu. As semeadas em terreno pedregoso foram queimadas pelo sol, assim que brotaram. As que foram parar entre os espinhos não puderam crescer, por terem sido sufocadas. Até mesmo a uma terça parte foi cem por cento frutuosas. As outras duas chegaram apenas a ser sessenta e trinta por cento produtivas. Podemos tachar de frustrado o semeador do Evangelho? De forma alguma!

O semeador a quem Jesus se refere é, em última análise, o próprio Deus. O ato de semear é expressão de sua confiança no ser humano. Esta confiança é tamanha, a ponto dele dar-se por satisfeito se sua Palavra chega a ser minimamente frutuosa. Basta que um só ser humano se deixe tocar por ela, e se converta, para que Deus veja recompensado seu esforço de salvar a humanidade. Não nos esqueçamos de que, sob certo aspecto, a semeadura de Deus depende também de nós!

Façamos nossa oração:

Querido Pai do céu, que a Tua Palavra semeada em nosso coração, encontre solo propício onde possa produzir frutos de conversão. Não permitas que tua semente venha a se perder! Amém.