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Colunista l pe.arisilva@hotmail.com

Celebrando o Natal em tempos difíceis

Vive-se um tem período da história no qual são muitas as interrogações. O homem contemporâneo em meio aos conflitos de toda espécie coloca-se diante de si e se questiona. O que significa tudo isso?

Se por um lado a cultura de hoje vive um momento brilhantes em termos de tecnologia, por outro, é perceptível uma cultura envolta no “medo” em escala significativa. Pode-se afirmar que estamos numa vivendo numa “civilização do medo”. Por quê?

“…quando a imagem de Deus está doente, o ser humano adoece, pois, Deus é o mais forte arquétipo que existe”. (Carl Gustavo Jung).

Entretanto é bom frisar que o Natal é a festa da entrada de Deus na história humana. Ele nasceu pobre, desprovido de poder e glória para nos chamar a atenção de que a vida deve ser vivida com modéstia, simplicidade, humildade, mesmo com um desenvolvimento tecnológico, a final ele nos deu a inteligência, embora tal dádiva não nos deva fazer perder a simplicidade, mas sim, usufruir daquilo que construímos.

No entanto, e lamentavelmente o ser humano em nome de sua liberdade e com sua inteligência quer se tornar um deus esquecendo sua origem e para a que foi criado. E, então caiu no pecado. Ora, Deus tem paixão pelo ser humano o qual criou a sua “imagem e semelhança”(Gn 1,27). Daí a entrada Dele na história para estender a mão e salvar aquele que o criou com tanto amor e carinho.

A realidade que se  vive hoje é de guerras fratricidas, de ódio entre irmãos, a inveja, a ganância pelo ter, realidade que provoca a desigualdade entre as pessoas. Portanto, é um momento de parar e refletir na festa do Santo Natal para recomeçar a viver o espírito natalino a partir de uma espiritualidade baseada na Palavra de Deus e nos penitenciar para voltarmos a viver a alegria desse Pai do céu que deseja vermos felizes. Então o Natal é momento de alegria, pois celebramos a festa da Redenção do ser humano onde Deus se aproxima novamente do ser humano criado à sua imagem e semelhança.

É importante nesse momento que antecede a Festa do Nascimento de Jesus, o Salvador ter presente que: “…a cultura vigente consciente e/ou não, tem colocado sua base num terreno pantanoso, pois o contexto da ideologia iluminista insiste em focar “a verdade” num racionalismo deslumbrado, especialmente ao acionar o mecanismo do marketing. Ora, o objetivo último deste, é servir a avidez do mercado que exige e grita em alto e bom tom que ser feliz é preciso adquirir para “aproveitar a vida”, embora, e, sobretudo sem critérios, consumindo o que é lamentável, ou seja consumindo tudo o que proporciona prazer. Entretanto e por outro, o ser humano se defronta com situações inusitadas de um vazio interior, dispersivo e desconcertante do ser-si-mesmo. Sem dúvida, tal situação não deixa de ser paradoxal”. (Silva, Ari Antônio – Espiritualidade e fé em tempos conturbados p.40  2021 – Ed. Faccat/Luzeiro)

A secularização da Festa do Santo Natal permanece em muitos locais apenas como título, pois na prática substituíram o Mistério da Encarnação do Senhor, ou seja, o nascimento de Jesus, o Salvador por papais noéis, gnomos, renas e outro símbolos mundanos para responder aos apelos do mercado. É necessário que os cristãos voltem a celebrar o Natal do Senhor, no sentido original, ou seja, o Nascimento do Salvador do Mundo que veio para nos salvar e reconciliar o homem e a mulher com o Criador. Então muitos problemas da pós-modernidade, como doenças depressivas, outras estranhas e paradoxais.

 

Finalmente é bom retomar e a reafirmar que:

“Natal é que Cristo nasce em nossos corações”.

Desejo a todos um Feliz Natal!

Pe. Ari Antônio da Silva

Padre Ari Antonio da Silva

Colunista l pe.arisilva@hotmail.com

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