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Linha Espiral (LE) e suas Compensações 

Quais estruturas que compõem essa linha?

A Linha Espiral percorre todo o corpo como duas hélices opostas, uma para a direita e outra para a esquerda. Elas formam uma espécie de estrutura em forma de treliça dupla, conectando os lados do crânio, passando pela parte superior das costas e chegando até o ombro oposto. Em seguida, elas seguem ao redor das costelas, indo a parte da frente do corpo, até onde se cruzam novamente na altura do umbigo, descendo até o quadril. A partir do quadril, a LE segue como uma espécie de “corda de pular” ao longo da parte da frente e do lado da coxa, passando pela canela e pelo arco do pé, subindo pela parte de trás da perna até chegar ao sacro e cruzando sobe pela musculatura do eretor da espinha (ambos os lados). Finalmente, ela termina muito perto de onde começou, no crânio.

 

Imagem retirada do livro Trilhos Anatômicos de Thomas Myres 4ª edição

 

Função Postural e do Movimento

A LE é responsável pela postura e equilíbrio. Ela envolve o corpo em uma dupla espiral que ajuda a manter o equilíbrio em todas as direções. A LE conecta os arcos do pé ao ângulo da pelve e ajuda a manter os joelhos alinhados corretamente ao caminhar. Quando está em desequilíbrio, o LE ajuda a criar, compensar e manter os movimentos de rotação, giros e deslocamentos laterais do corpo. Ela estabiliza o tronco e as pernas, evitando que se dobrem e entrem em uma disfunção rotacional.

 

Imagem retirada do livro Trilhos Anatômicos de Thomas Myres 4ª edição

 

A grande parte da miofáscia da LE passa pelas outras linhas, que citei nos artigos anteriores: (LSP, LSA, LL) e na Linha Profunda Posterior do Braço que irei falar em outro artigo. Dessa maneira uma disfunção na LE afeta o funcionamento dessas linhas.

 

Imagem retirada do livro Trilhos Anatômicos de Thomas Myres 4ª edição

 

Principais Compensações Posturais da LE

 Pronação/Supinação do tornozelo;

  1. Rotação e deslocamento medial do joelho;
  2. Rotação Pélvica sobre os pés;
  3. Rotação das costelas sobre a pelve;
  4. Um ombro levantado ou deslocado para frente;
  5. Inclinação, deslocamento ou rotação da cabeça.

 

A Linha Espiral é, para mim, a linha mais complexa em avaliar e em tratar, por cruzar todo o corpo, por não sermos simétricos e termos um lado mais dominante do que o outro, faz com essa linha já tenha uma pequena compensação, porém nada impede que possamos torná-las equilibradas.

 

Isane Farias

Fisioterapeuta / Crefito 5 191125.F

WhatsApp (54) 98433-3022  / @isanefisioterapeuta

 

Referências e Imagens

Myers, Thomas W. Trilhos Anatômicos 4°ed. Manole, 2022.

 

“A responsabilidade pelo conteúdo é única e exclusiva do autor que assina a presente matéria”.

Isane Farias

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