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Colunista l casagrandegilneiricardo@gmail.com

Construção do Cine Embaixador – Parte 3

Durante o restante do ano de 1963, ano de eleições municipais,  acredita-se que não ocorreram reuniões do COMTUR nem sobre os desdobramentos da construção do cinema. José Francisco Perini vence as eleições e com ele o assunto avança não só na forma societária como iniciam as discussões sobre o local onde o novo investimento será edificado.

 

A ciranda comunitária em busca de um novo local estava intimamente ligada ao resultado das eleições, já que sabidamente Gramado, neste particular, sempre foi singularmente dividido. Proprietários de imóveis na região central foram cogitados, às vezes por “terceiros”, às vezes por correspondência ou até mesmo por pessoas que se dispuseram a abrir o diálogo. Infelizmente a tarefa não prosperou.

 

Em 09 de maio de 1964 o COMTUR, sob a presidência do Vice Prefeito, Sr. Almeri Peccin refere ” realizou-se uma reunião com a finalidade de reativar os trabalhos pró-construção do cinema, algo truncado, em virtude dos últimos acontecimentos políticos”.  Obviamente a frase se referia ao dia 31 de março de 1964.

 

Na mesma Ata consta sobre a forma de levantamento do capital conforme as diretrizes definidas pelo Conselho Municipal de Turismo. Esta decisão alavancou a impressão de “Letras de Câmbio em número de dez para cada sócio, a fim de que se fizesse a cobrança da cota no dia 15 de maio de 1964, conforme já estava estabelecido”. Para tesoureiro foi indicado o nome do professor Américo Lenzi, conselheiro.

 

Ata nº 03 de 09.05.64. Proibida a sua reprodução total ou parcial. Documento sob curadoria de Gilnei Casagrande.

 

Para manter íntegra a ideia de “centro da cidade” era impensável fugir do conceito Positivista de que todo o comportamento político, social e econômico deveria gravitar ao redor dos poderes constituídos, ou seja aos olhos da Igreja, do poder de polícia, do poder financeiro e da praça central onde a diversão e o entretenimento na maioria das vezes se fazia presente. Tudo o que se afastasse desse quadrante estava fora do conceito ” centro da cidade”. Contudo, se olharmos de cima para baixo, veremos que o “centro” da cidade atrave´s das décadas, alargou seus limites. É aqui que nasce uma curiosidade. Consta da Ata nº  5 de 24.05.1964 – ” o Sr. Prefeito municipal  solicitou a palavra ao senhor Presidente do Conselho, para apresentar uma proposta que a srª Ella Sperb lhe havia confiado. Propunha a família Sperb, a venda de um terreno situado na Av. Borges de Medeiros, imediatamente após o Hotel Sperb, com 20m de frente por 45m de fundos, dimensões apropriadas para a construção”. Consta ainda a observação de que o valor “poderia ser reduzido” mas foi descartado por “ser muito afastado do centro”. Caso esta proposta tivesse sido aprovada o Palácio dos Festivais estaria na esquina da rua João Petry com a avenida Borges de Medeiros, local hoje onde há um prédio de apartamentos com uma sequência de lojas no térreo.(destaquei). Até a definição da localização atual muito foi debatido.

[…], ainda há mais capítulos…

 

Casagrande

 

“A responsabilidade pelo conteúdo é única e exclusiva do autor que assina a presente matéria”.

Gilnei Casagrande

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