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Tela Tomazeli l Editora

Obra: Douglas Fisher

 

Inicia no próximo dia 19 de novembro, no Centro Municipal de Cultura Arno Michaelsen a Exposição Orgânicos: Apropriações e Derivações, com Curadoria Anaurelino Corrêa de Barros Neto.

 

Orgânicos: Apropriação e Derivações

Desde as primeiras incisões nas cavernas até a contemporaneidade, as estruturas orgânicas sempre serviram de combustível para a criação humana. Por meio de processos de seleção, ressignificação de imagens e de estímulos sensoriais, as organicidades fomentaram uma infinidade de obras ao longo da história da humanidade, de artistas ou não.

Uma acuidade visual mais elaborada e sofisticada revela que a maior parte das estruturas que nos cercam são orgânicas.

Essas estruturas – vivas ou inertes – estimularam uma autonomia e uma liberdade da nossa visão ao elegermos o que seria essencial ou descartável, transitando entre o figurativo e o abstrato na história da arte. A aura particular e específica de cada objeto, que entramos em contato, determina a empatia do nosso olhar e a interação dos nossos estímulos. Walter Benjamim já nos ensinava: “sentir a aura de uma coisa é conferir-lhe o poder de levantar-lhe os olhos”.

Mapeamos e selecionamos ao longo da trajetória humana, o que deslocamos da Natureza e até onde somos capazes de criar e inovar, rechaçando a cópia da cópia. Não se trata mais, simplesmente, da representação do real, daquilo que vimos, mas sim do que resultou desta experiência e percepção, relacionadas com nossa escala humana.

A construção das imagens orgânicas pelos artistas, seja nas superfícies, seja em três dimensões, remete-nos à força da intuição e à potência do acaso como expressão criadora, sem, contudo, abandonar a racionalidade durante o processo. O gesto pode ser ousado e intuitivo, mas não implica em irracionalidade e falta de critérios. As ORGANICIDADES, estruturadas ou caóticas, em que os artistas mergulham em seu cotidiano – mesmo sem perceberem – são também repletas de referências poéticas.

As apropriações e associações, resgatadas diretamente da Natureza, recicladas e transmutadas, derivam em novas formas impactantes e instigantes, como nos revelam estes artistas da exposição Orgânicos. Muitas são densas, pesadas, oníricas, outras fluídas e sensuais.

A arte sempre estabelecerá, por meio de suas criações, espetaculares diálogos com seu próprio tempo, refletindo nas imagens, hoje mais do que nunca, a contemporaneidade e responsabilidade exigidas do artista.

 

Anaurelino Corrêa de Barros Neto

Pós-Graduação em Praticas Curatorias e Bel. Artes Visuais/UFRGS – Arquitetura e Urbanismo UNISINOS

 

Obra: Cristina Rosa/Divulgação

 

Serviço:

Abertura: Dia 19 de novembro de 2022. Das 14 h ás 17 h

Visitação : De 21 de novembro de 2020 a 18 de janeiro de 2023

Horário: Das 8 h ás 11h:45 e das 13 h ás 17h

Local: Centro Municipal de Cultura de Gramado / Rua Leopoldo Rosenfeld,818 , Lago Joaquina Bier. Gramado

Gramado Magazine

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