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A qualidade que liberta

O Brasil vive o mais pesado e antagônico momento eleitoral de sua história. O radicalismo corrente fere a razão e estimula a curiosidade de como isso poderá influenciar a vida de todos os brasileiros. Mas, enquanto o fanatismo polui os ares racionais da nação, eu penso em Gramado, minha terra. E as obrigações que tenho com ela.

Na verdade, o sucesso gramadense foi construído sem beber água no ouvido de político nenhum. Ao contrário, nosso esforço qualificado gerou, com o tempo, um brilho onde muitos deles têm vindo se iluminar. Somos tolerantes com suas poses de celebridades e humildes frente a seus sardônicos elogios. Porém, temos repousante consciência de que eles é que precisam de nós, não nós deles.

Os projetos a favor de Gramado, levados aos técnicos de Brasília ou empesas de vários tipos, nunca são vistos como aventuras em busca de privilégios. Os grandes investidores, por outro lado, empenham seus milhões apoiados na excepcional qualidade urbana que criamos e na estabilidade de conduta que sabem que aqui vão encontrar. E nós todos estamos junto oferecendo um pouco cada um, para que tudo assim continue.

Por isso, os gramadenses – administrativos públicos ou não – gozam da soberania de poderem ser politicamente independentes. Não estamos obrigados a sermos cara ou coroa, num jogo eleitoral que está maculando a sarjeta da dignidade política brasileira. Somos livres pela pureza de nossas intenções e pela qualidade de nossas criações.

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