skip to Main Content

Os coadjuvantes de uma economia rica

Voltar de um passeio ostentando provas de que esteve em Gramado, sempre resulta em belo dividendo social.

Contudo, desde o tempo do trem, muita gente sobe a serra pensando somente em dar um passeio e alegrias ao paladar. Considerando que as vindas são frequentes, adquirir lembranças tem pouco sentido. Os demais produtos postos nas vitrines, de modo geral, são também vistos nos locais de onde cada um procede. Além disso, em dias de semana, o ambiente das lojas ou pousadas espelha mais melancolia do que tilintar de moedas. O resultado é que as centenas de pequenos estabelecimentos comercias ou de hospedaria de nossa cidade, são meros coadjuvantes de nossos momentos de maior brilho.

Mas, Gramado tornou-se uma lenda difícil de rejeitar, seduzindo gente que vindo de fora e assistindo o movimento em dia de grande evento pensa que isto aqui é uma feira permanente, onde há dinheiro sobrando para todos. Então, fazem sempre a mesma coisa: gastam suas economias para abrir uma loja, um restaurante ou uma pequena pousada, para logo colocarem tudo a venda. Outros compram para também logo passarem a diante. Ignoram que Gramado gastou um século vivendo distinção e qualidade e não preço baixo: só que esse quadro econômico não tem apagado ingênuas esperanças.

 . Nossos estabelecimentos que não quebram são os que têm os produtos melhores e mais caros. Visitantes abastados têm aqui tempo para fazer suas compras ou dispendioso lazer. Eles não se importam de combinar muita qualidade com muito dinheiro. E os grupos de pessoas mais simples, presentes em nossos grandes dias, demonstram o tamanho dessa imensa ilusão.

O quadro descrito evidencia que o futuro de Gramado, baseado na experiência do passado, não está para a vulgaridade dos baratilhos, senão para o rigor dos empresários que buscam consagração pela qualidade de alto preço.  

Essa matéria tem 0 comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Back To Top