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Domingo dos Ramos

(Mt 26.14-27.66)

A morte de cruz

A morte de cruz correspondeu ao ponto mais baixo e ao ponto mais alto do projeto messiânico de Jesus e de sua relação com os que escolhera para estar com ele. Os discípulos, de qualquer tempo e lugar, ver-se-ão confrontados com ela. Será inútil querer desviar-se da vida.

A morte de cruz reduziu Jesus à condição de maldito de Deus. As próprias Escrituras, consideravam maldição a morte por enforcamento e, por extensão, por crucificação. Paulo dirá que Jesus se fez maldição para nos libertar.

Poderiam os discípulos esperar algo de um Mestre suspenso na cruz? Onde ficava seu projeto do Reino? Como entender tudo quanto fizera e ensinara, se era maldito de Deus? Por conseguinte, a cruz despontou como sinônimo de fracasso.

O reverso da moeda revela uma realidade bem diversa. A cruz foi a prova definitiva da mais absoluta fidelidade de Jesus, ao Pai. Tentado das mais variadas formas a trilhar um caminho diferente, manteve-se fiel ao projeto divino, mesmo à custa da própria vida. Quando se tratou de optar entre a fidelidade ao Pai, com todas as suas consequências, e as tentações de um messianismo mundano, optou pela fidelidade. Sua morte estava em perfeita consonância com a sua vida.

A morte de cruz, lida nesta perspectiva, dá um sentido novo à vida de Jesus. O fracasso receberá o nome de fidelidade, e a impotência chamar-se-á à liberdade.

Façamos nossa oração:

Querido Pai, ajuda-nos a descobrir, na morte de Jesus, um consumado de sua liberdade, e de fidelidade a ti e ao nosso Reino. Amém

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