(Lc 20,27-38)

32º Domingo do Tempo Comum

Os saduceus, classe formada pela aristocracia sacerdotal de Jerusalém, era conhecida por ser conservadorismo e fundamentalismo. Diferentemente dos fariseus, não aceitavam que as Escrituras fossem interpretadas. Para eles, era suficiente o que nelas estava escrito.

A ressurreição dos mortos, por exemplo, fazia parte da fé de certos grupos, embora sem corresponder a um ensinamento expresso da Torah bíblica. Enquanto os fariseus a admitiam, os saduceus a rejeitavam.

Foram então, questionar Jesus sobre o tema, confrontando-o com um caso concreto e possível, mas embaraçoso. O ponto de partida foi a Lei do levirato, pela qual um indivíduo, cujo irmão morreu sem deixar filhos, tinha a obrigação de se casar com a cunhada viúva, a fim de garantir prole para o falecido.

A resposta de Jesus baseia-se na distinção entre “filhos da ressurreição”. Desconhecendo-a, o saduceu queria fazê-lo cair numa armadilha. Enquanto filha deste mundo, a mulher pode ter sete maridos sucessivamente. Enquanto filha da ressurreição, é descabido perguntar-se quem será seu marido, pois o esquema matrimonial só vigora neste mundo. No âmbito da ressurreição, a morte cede lugar à vida. Os filhos de Deus, aí, são agraciados com a eternidade e a imortalidade.

 

Façamos nossa oração:

Espírito de imortalidade reforça-nos nossa fé na ressurreição, e nossa esperança de nos encontrarmos com o Deus da vida eterna. Amém

 

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