Escrevi,  ai resolvi que não era relevante para publicar. Mas, voltei atrás e aqui está, pq pessoas são pessoas e, de photoshop na vida ja basta o tarja preta!

Prezado Leitor, hoje estamos com uma edição bem pessoal. Vou, através de imagens e algumas palavras, mostrara pra ti como percebo Gramado. Como vivo por aqui, como meus olhos veem esta terra que tanto amo. Meu apego não sei quando começou, só sei que é intenso e incompreensível para muitos. Nasci aqui e boa parte da minha infância foi na Linha 28 com meus avós, tios e a parentada. Banho de rio, levar a santinha para o vizinho (até hoje cultivo está pratica com os vizinhos no meu condomínio), ‘subir para Gramado’ no caminhão do leite, em cima dos tarros, enfim, já falei algumas vezes desse passado maravilhoso, onde a piscina era subir nas vigas do galpão e se jogar nas palhas de milho, e depois ficar coçando uma semana rarararra...Bom demais a vida com o nono e a nona Bordin.

Comecei a trabalhar cedo, aos 11 anos, na época podia, a noite ia para o colégio, tempos duros. Fui tentando me integrar a vida de Gramado, tempos difíceis, ricos e pobres, moradoress do centro e da ‘baxada’. Hoje seriam os famosos tempos de preconceito, na época não tinha choro e, se tinha era escondido, o mundo não era, e não é para fracos.

Comecei a conviver na política, ia aos comícios com meu pai, sou cria do Pedro Bala e do Marchezan (pai – in memória). Lembro que fazia perguntas absurdas, meu pai me dizia que não devia falar assim com os políticos, mas eu falava, porque sempre tinha em mim que eles estavam ali para servir e não para serem servidos, continuo com o mesmo pensamento.

Nesta caminhada, nadando bravamente para ser ‘alguém’ em uma sociedade que sempre ‘marcou na paleta’, através do viés político que conduzia o social (Gramado nunca foi fácil), tu não ter grana então... tinha que encontrar outro meio de me tornar visível. Resolvi observar as pessoas e escolher quais seriam exemplos para minha formação e aqui está o que ninguém entende da minha relação com o Luciano, eu escolhi como ídolos Luciano e Marlene Peccin. Trabalhei com eles, fui baba do Felipe e do Rafael, briguei várias vezes com Luciano pela sua maneira de colocar as coisas, mas sempre os amei e amo porque são responsáveis por eu olhar Gramado através de um mundo que não tive possibilidade de viver, fora daqui. As realizações deles em suas empresas, na cidade, no Natal Luz são para mim como um livro, que vou folhando, vivendo, usufruindo. No Hotel Casa da Montanha eu me sinto dentro de um conto, sou absolutamente apaixonada.

Enfim, seguimos, além do colégio, não terminei o segundo grau, fiz supletivo, quase me formei em jornalismo mas decidi que queria entender mais sobre o Turismo, já começava a ver na época que Gramado estava crescendo e não se desenvolvendo. Meu diploma é de Turismóloga, Universidade de Caxias do Sul, o que aguçou meu olhar, professora Norma Moesch, grande mestra.

Bem, prezado Leitor, tentei resumir o que considero responsável pelo meu olhar apaixonado e zeloso por Gramado. Agora fique com nossa pauta da semana. Obrigada por nos acompanhar! Obrigada aos parceiros comerciais que estão conosco a praticamente 11 anos, sei que estão aqui principalmente pelo que significamos dentro de nosso meio de convívio, pois a gramadomagazine.com.br não é um veículo de massa e sim de um público fidelizado. Obrigada queridos Colunistas!

Tela Tomazeli

Editora