Tenho em minha biblioteca livros que trago desde a adolescência. Para mim, relíquias da minha formação como ser humano, memórias vivas de quando os ganhei ou comprei e, porque os fiz. Seguindo na busca da minha máxima que é: ‘não vim à esta vida a passeio’, de tempos em tempos entendo porque deste meu apego, já que, quanto mais o tempo passa, mais busco desapegar.

Ontem a noite, dirigindo-me a um evento social até o Caracol, me veio a memória o livro Ilusões, de Richard Bach, um clássico. Lembrei-me da passagem, na introdução da obra, que fala de um mestre, nascido na terra santa de Indiana, criado nos montes místicos...

Diz ele: ’Cada criatura, a seu modo, se agarrava fortemente as plantas e pedras do leito do rio, pois agarrar-se era o seu modo de vida, e resistir a corrente era o que cada um tinha aprendido desde que nascerá...’

Esta reflexão trouxe-me ao presente de uma pessoa ‘agarrada’, que luta, esperneia, insiste, como se não houvesse outra alternativa. Este comportamento, que se afasta da fluidez da corrente, é cego.

Mas também, como diz um moleiro (na obra): ‘Essas palavras são fáceis em sua boca Mestre, pois és guiado como não somos nós...’

A vida nos apresenta situações profissionais, afetivas, familiares e sociais duras, se formos analisar pela ótica do apego e, como diz o moleiro, parece que somente os mestres tem a capacidade de se soltar e deixar-se levar com a correnteza do rio.

A vida tem mostrado que existe um tempo de maturação para tudo e, a resistência à mudança é parte do processo que é necessário,  até que uma clareza súbita, fruto desta busca, aconteça. Ontem a noite tive este momento, entre tantos que tenho vivido nesta busca pela 'alforia'. Isso não significa ter chegado a ‘iluminação’, apenas a consciência de atos e pensamentos que, no caminho, passam a fazer parte da libertação do processo de estagnação.

Memórias insistem em negar mais este passo, porém, a correnteza parece-me viva, como se minhas mãos transformadas em raízes, se soltassem do leito do rio.

Um ótimo feriado a você Prezado Leitor!

Tela Tomazeli

 

Gramado depois da temporada de chuva e temporal. Crédito: Tela Tomazeli

 

Gramado depois da temporada de chuva e temporal. Crédito: Tela Tomazeli

 

Gramado depois da temporada de chuva e temporal. Crédito: Tela Tomazeli

 

Gramado depois da temporada de chuva e temporal. Crédito: Tela Tomazeli

 

Gramado depois da temporada de chuva e temporal. Crédito: Tela Tomazeli

 

Gramado depois da temporada de chuva e temporal. Crédito: Tela Tomazeli

 

Gramado depois da temporada de chuva e temporal. Crédito: Tela Tomazeli

 

Gramado depois da temporada de chuva e temporal. Crédito: Tela Tomazeli

 

Gramado depois da temporada de chuva e temporal. Crédito: Tela Tomazeli

 

Gramado depois da temporada de chuva e temporal. Crédito: Tela Tomazeli

 

Gramado depois da temporada de chuva e temporal. Crédito: Tela Tomazeli

 

Gramado depois da temporada de chuva e temporal. Crédito: Tela Tomazeli

 

Gramado depois da temporada de chuva e temporal. Crédito: Tela Tomazeli

 

Gramado depois da temporada de chuva e temporal. Crédito: Tela Tomazeli

 

Gramado depois da temporada de chuva e temporal. Crédito: Tela Tomazeli

 

Gramado depois da temporada de chuva e temporal. Crédito: Tela Tomazeli

 

Gramado depois da temporada de chuva e temporal. Crédito: Tela Tomazeli

 

Gramado depois da temporada de chuva e temporal. Crédito: Tela Tomazeli

 

Gramado depois da temporada de chuva e temporal. Crédito: Tela Tomazeli

 

Gramado depois da temporada de chuva e temporal. Crédito: Tela Tomazeli

 

Gramado depois da temporada de chuva e temporal. Crédito: Tela Tomazeli

 

Gramado depois da temporada de chuva e temporal. Crédito: Tela Tomazeli

 

Gramado depois da temporada de chuva e temporal. Crédito: Tela Tomazeli

 

Gramado depois da temporada de chuva e temporal. Crédito: Tela Tomazeli

 

Gramado depois da temporada de chuva e temporal. Crédito: Tela Tomazeli

 

Gramado depois da temporada de chuva e temporal. Crédito: Tela Tomazeli

 

Gramado depois da temporada de chuva e temporal. Crédito: Tela Tomazeli