Dona de uma experiência em excelência no mercado de organização de feiras, a Merkator amplia seu olhar para novos destinos.

Tendo hoje a realização da maior feira do mercado calçadistas brasileiro, O SICC – Salão Internacional do Couro e do Calçado, que recebeu na última edição/maio-18, cerca de 18 mil visitantes, com um aumento do espaço do evento para 14.300 m² de área comercializada, 400 expositores e 1.800 grifes, a organização realiza neste ano mais duas feiras em Gramado, a Geronto, primeira feira destinada a terceira idade do pais, que acontece de 3 a 5 de setembro e, a Zero Grau, 19 a 21 de novembro, ambas no Serra Park, Gramado.

Mas a empresa não foca sua estabilidade somente no Rio Grande do Sul, mostra disso é a realização da feira 40 Graus, que acontecerá de 4 a 6 de fevereiro em João Pessoa, na Paraíba.

Com a crescente experiência e solidez das feiras, dos congressos, os destinos passam a buscar a realização em suas cidades, oferecendo infraestrutura de mobilidade, hotelaria e gastronomia, aliado a centros de eventos modernos, para dar abrigo ao turismo de negócios.

Em meio a esses namoros, a experiência dos participantes  tem sido um fator preponderante nas avaliações, principalmente com relação a distância entre suas origens e o tempo que levam para deslocamento aéreo e terrestre.

Há questão de uns quinze dias estive com um grupo de organizadores de congressos que relatou a situação: ‘Gramado é lindo mas temos outros pontos a avaliar e um deles é o tempo dentro do avião seguido do terrestre até chegar em Gramado e, finalmente, a cidade que vive em constante congestionamento’, me disse o interlocutor.

Outro fator que tem sido relevante para decisão de realizar ou não eventos em Gramado é a hotelaria que, mesmo com toda a oferta, as habitações são questionadas pelo tamanho dos quartos, dos banheiros e a alta dos preços, que em momentos de pico chega a 40% na hospedagem.

Já comentamos em edição anterior a necessidade de um olhar mais apurado com relação ao turismo de negócios, que hoje está amparado, dentro de suas possibilidades, no Convention & Visitor Bureau. Ao nosso, ver as entidades e o poder público, através da Secretaria de Turismo, deveriam se unir para tratar do assunto, sob pena de perdas nesse setor que gera uma economia representativa para os centros de eventos, mão-de-obra, hotelaria, gastronomia e comércio.

A nós parece que Gramado não se preocupa muito com isso, que considera o destino acima do bem e do mal e possui foco econômico somente no Natal Luz .

 

Tela Tomazeli

Editora