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Reunião da direção artistica com jornalistas, fotógrafos e cinegrafistas para passar o manual de instruções de como, quando e onde fotografar. Regras para aproveitamento de trilha, tapete vermelho, luz...Crédito Tela Tomazeli

 

Entrada de convidados e público que adquiriu o ingresso antes da chegada da homenageada. Somente duas pessoas para a leitura dos ingresso causou lentidão. Crédito Tela Tomazeli

 

Hiron Goidanich e esposa Deise. Crédito Tela Tomazeli

 

Vera Roloff e Gilnei Benetti. Crédito Tela Tomazeli

 

Luis Alfredo Brizueña, Cesar Marques, Wilfrido Augusto Marques.Crédito Tela Tomazeli

 

Imprensa disputando espaço para receber a atriz. Crédito Tela Tomazeli

 

Chegou! Uma elegancia bem humorada. Será que seria esta a definição para Sonia Braga? Sei lá! O que me mostra é vida em cada traço, em cada gesto. Olhos aguçados que brilham e exalam alegria! Você é linda Sonia Braga. Crédito Tela Tomazeli

 

“Minha relação é de puro amor com as câmeras”, conta Sonia Braga, a homenageada do Troféu Oscarito

Um dia antes de conceder sua entrevista oficial para o Festival de Cinema de Gramado, Sonia Braga havia feito, em Nova York, um teste de câmera. Ao chegar ao estúdio, foi apresentada à marca onde deveria se posicionar para a gravação. A atriz, no entanto, resolveu quebrar a cerimônia: circulou pelo set, observou bem o ambiente e foi até o diretor de fotografia para cumprimentá-lo. “Ele, surpreso, quase caiu da cadeira quando ultrapassei essa linha que costumam colocar entre quem está à frente e atrás das câmeras. Nós nos abraçamos e eu agradeci a toda equipe por aquele encontro. Não podemos dispensar essa troca, esse dia de vida que vamos ter juntos”, relata. Esses são métodos adotados desde sempre por Sonia, que dispensa com veemência o título de “atriz profissional” e as formalidades em uma equipe de cinema. Para ela, não faz sentido colocar barreiras no processo criativo realizado por um coletivo. Afinal, “em um set, todos estão trabalhando com um mesmo objetivo: fazer o melhor filme possível”. 

 

Com o diretor do filme "Aquarius" Kleber Mendonça Filho. Crédito Tela Tomazeli

 

Dos holofotes da Riviera Francesa ao charme da Serra Gaúcha

O mesmo senso de troca e colaboração existe na Sonia Braga fora do set. Depois de brilhar no Tapete Vermelho com seus lenços esvoaçantes e arrebatar a crítica do prestigiado Festival de Cannes com sua performance em “Aquarius”, novo longa-metragem do pernambucano Kleber Mendonça Filho, a atriz de clássicos do cinema brasileiro como “Dona Flor e Seus Dois Maridos” e “O Beijo da Mulher-Aranha” trocou os holofotes da Riviera Francesa pelo charme da Serra Gaúcha. E não foi apenas para apresentar “Aquarius”, hors-concours, junto à equipe, ela recebeu a mais tradicional homenagem do Festival de Cinema de Gramado: o Troféu Oscarito, distinção dedicada a grandes atores do cinema brasileiro.

 

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O maior prêmio que um ator pode receber é o trabalho

Mesmo adorando a relação que estabelece com fotógrafos e jornalistas, Sonia Braga ainda não se acostumou com celebrações. “É incrível e muito bonito, sem dúvida, mas ainda acho muito estranho essa ideia de receber uma homenagem, pois acho que o maior prêmio que um ator pode receber é o trabalho. O que vem depois disso é apenas a consequência do amor pelo cinema”, avalia a intérprete.

 

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A primeira vez em Gramado

É a primeira vez que Sonia Braga vem a Gramado, mesmo já tendo em casa dois Kikitos por suas performances em “Eu Te Amo” (1981) e “Memórias Póstumas” (2001). Ela mora há 25 anos em Nova York, onde consolidou uma carreira que lhe proporcionou participações que vão desde seriados populares como “Sex and the City” a filmes dirigidos por Clint Eastwood e Robert Redford, mas faz questão de reforçar a ideia de que nunca se desconectou do Brasil. “Existe essa sensação de que, se estou longe, não faço mais parte da cultura brasileira. A verdade é que levei o Brasil por todos os lugares onde viajei ao redor do mundo. Sempre fui uma representante do meu país”, conta.

 

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Operação resgate

A homenageada do troféu Oscarito não trabalha tanto quanto gostaria no Brasil também em função de simplesmente não receber convites, o que, segundo ela, é resultado de uma certa cerimônia dos realizadores com determinados ídolos. E foi justamente a quebra desse paradigma que já chamou a atenção da atriz para “Aquarius”. “Essa relação já começou diferente porque todos trabalham com a ideia de que não existem limites. Para eles, se é para pensar, que seja bem alto. Pedro Sotero sugeriu meu nome, a equipe entrou em contato comigo e o resultado foi que, poucos dias depois de receber o roteiro, eu já estava embarcando no projeto. Foi uma operação resgate”, brinca Sonia.

 

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Criticas entusiasmadas sobre o filme em Cannes

Sobre o filme que lhe rendeu críticas entusiasmadas no Festival de Cannes deste ano, diz ter realizado o antigo sonho de estar em um set de cinema plenamente democrático e que, caso pudesse reviver as gravações de apenas um filme entre todos de sua carreira, esse seria o escolhido. “Sempre fiquei muito constrangida de fazer ensaios porque não sou boa neles, mas com Kleber [Mendonça Filho, o diretor], perdi essa vergonha. Ele mexeu em botões que me transformaram. Talvez por me olhar como um ser humano e não apenas como atriz. Estar no set de ‘Aquarius’ foi um verdadeiro sonho”, lembra. 

 

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O vulcão e a serenidade de uma manteiga no pão

Sonia Braga não gosta de elencar os filmes que mais marcaram sua carreira, e sim os momentos especiais que compartilhou com amigos e colegas ao fazer cinema. Com “Eu Te Amo”, filme que trouxe a sua primeira consagração na Serra Gaúcha, ela destaca uma intimidade profissional que julga ter se esvaído com o passar dos tempos. “Eu e Paulo César Pereio andávamos nus o tempo inteiro durante as filmagens, seja na cena em si ou até mesmo no set. Qual o problema nisso? Nós todos estávamos vivendo uma mesma vida, que era intensa e impressionante. Foi tudo muito especial: o filme e as relações que estabelecemos a partir dele”, recorda. Ainda sobre o longa dirigido por Arnaldo Jabor, a homenageada diz que, nele, está uma das cenas que mais se lembra de toda a sua carreira: “Eu estava na cozinha, passando manteiga em um pão. Era só isso, mas o momento era tão palpável... Eu sentia tudo – o movimento, a personagem – e lembro de ter pensado: ‘é isso o que eu quero como atriz’. Para mim, a cena foi um completo vulcão, mas o que está na tela é de uma serenidade absoluta”.

 

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Fazer graça, algo diferente

A homenagem de Sonia Braga aconteceu dia 26 de agosto, mesmo dia em que “Aquarius” abriu a programação do 44º Festival de Cinema de Gramado. A atriz não poupou atenção aos fotógrafos e jornalistas para celebrar o momento. “Amo o Tapete Vermelho e os fotógrafos, que são profissionais que me dão muito alegria. Minha relação é de puro amor com as câmeras. É minha obrigação parar, fotografar e estabelecer uma relação de respeito com eles. Se eu puder fazer graça ou algo diferente, melhor ainda!
 

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Entrega

Para Gramado, deixo, pelo menos, a garantia de boas fotos e entrevistas!”. Já quando as luzes se apagaram para a sessão de “Aquarius” no Palácio dos Festivais, Sonia fala em entrega: “É nesse momento que minha vida pertence a todos que respiram o mesmo ar. Juntos, naquele escuro, dividimos o mesmo cinema, a mesma sala, as mesmas surpresas. Por isso o cinema é tão bonito”. Pauta – Conexão e Conteúdo 

 

Prefeito Municipal de Gramado, Nestor Tissot  e esposa Jandira. Crédito Tela Tomazeli

 

Presidente da GramadoTur João Pedro Till e esposa Teti. Crédito Tela Tomazeli

 

Diretor de Eventos da GramadoTur, Enzo Arns e esposa Luiza Brocker Boeira. Crédito Tela Tomazeli

 

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Cenário para entrega do Troféu. Crédito Tela Tomazeli

 

Na passarela do Palácio dos Festivais. Crédito Tela Tomazeli

 

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Mostrando o salto. Crédito Tela Tomazeli

 

O diretor de Dona Flor e Seus Dois Maridos Bruno Barreto, entrega o Tróféu Oscarito para a atriz.  Crédito Tela Tomazeli

 

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Palácio dos Festivais em noite de abertura e Troféu Oscarito. Crédito Tela Tomazeli

 

Equipe do filme Aquarius. Crédito Tela Tomazeli

 

O filme Aquarius, foi escolhido como hours-concours (exibido fora da competição oficial), para a abertura do Festival de Cinema de Gramado. Parte do elenco do filme veio a Gramado para assitir a exibição do longa-metragem, que estreia em circuito comercial, na próxima quinta-feira, 01 de setembro. A noite também foi de homenagem, a protagonista do filme Sonia Braga recebeu o Trofeú Oscarito.

 

 

Destaque em Cannes, "Aquarius" é reverenciado pela crítica internacional

Representante brasileiro no Festival de Cannes, "Aquarius", do diretor Kleber Mendonça Filho (de "O Som ao Redor"), vem ganhando inúmeros elogios da crítica internacional. O filme, que ainda não tem previsão de estreia no país, é descrito nos principais veículos que cobrem cinema como rico e instigante, com destaque para seu complexo "estudo de personagens" e, principalmente, para a atuação da atriz Sonia Braga, protagonista da trama. Leia mais:

Fonte: http://cinema.uol.com.br/noticias/redacao/2016/05/17/destaque-em-cannes-aquarius-e-reverenciado-pela-critica-internacional.htm

 

Mais: http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2016/08/1807546-exibicao-de-aquarius-em-gramado-comeca-com-gritos-de-fora-temer.shtml

 

cool Como não sou critica de cinema, busquei acima dois links que se aproximaram da minha opinião sobre o filme, o qual gostei muito e recomendo.

 

E-mail do colunista: tela@telatomazeli.com.br

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