(Lc 3, 15-16.21-22)

O Batismo ministrado por João Batista inspirava-se nos banhos de purificação conhecidos no judaísmo. Estes simbolizavam que as pessoas portadoras de alguma doença ou algum tipo de impureza haviam recuperado a saúde física, ou sua condição de membro do povo eleito, com plenos direitos.

Tratava-se, porém, de banhos puramente legalistas, sem incidência concreta na moral das pessoas. Podia acontecer que alguém, depois de banhar-se, sem nenhum escrúpulo, voltasse à vida egoísta de antes. Os recém-convertidos ao judaísmo também estavam obrigados a submeter-se ao banho purificador do batismo.

Esta caracterização do batismo judaico não é suficiente para compreender o batismo de Jesus. Este não fora curado de doença alguma, nem havia contraído impurezas das quais devia livrar-se. O batismo do Messias Jesus representou sua investidura, pelo Pai, para o serviço do Reino. A proclamação divina – “Tu és meu Filho querido” -, feita num contexto de teofania, tem esta conotação. O Pai proclama-o seu Filho querido, sobre quem se desdobra em complacências. Assim, Jesus está destinado a levar adiante a obra divina da redenção.

Uma vez batizado, ele inicia sua missão de libertar a humanidade daquilo que realmente a torna impura: o egoísmo e o pecado. Esta é a verdadeira impureza, que torna o ser humano inapto para a salvação. Só o batismo instaurado por Jesus pode eliminá-la.

 

Façamos nossa oração:

Espírito de purificação, faze-nos experimentar o batismo purificador de Jesus, que  nos liberte do pecado e do egoísmo, predispondo-nos para o serviço generoso a nosso próximo. Amém

 

E-mail do colunista: pe.arisilva@hotmail.com

O conteúdo da coluna assinada assim como as imagens é de responsabilidade do colunista.