Sob amplo apoio popular, varre os corredores da nossa Câmara de Vereadores mais uma atitude gramadense original: a coragem de enfrentar o veneno ambiental ocasionado pelas sacolas de plástico. Além disso, a grosseira agressão que eles desferem contra a natureza, acaba originando doenças que abarrotam hospitais e fertilizam cemitérios. Mesmo assim, é hábito global pensar que eles só fazem mal para os outros. Mas, na Gramado de hoje, parece que não.

É costume dos gramadenses de todas as épocas sair na frente de dificuldades previsíveis. Algumas delas, quando chegam, nos vencem por algum tempo, mas não são deixadas em paz até serem vencidas. Por exemplo, a vitória contra as grotescas placas de propaganda que sujavam os quatro cantos da cidade e a luta que continua contra os panfleteiros, que não estão mais tão à vontade quanto antes.

A maioria das cidades do Brasil convive naturalmente com a desordem, onde seus habitantes pouco se importam com o que acontece à sua volta, atropelados por esgotos entupidos, ruas alagadas, proliferação de mosquitos, vivendo e adoecendo em cima da própria sujeira que criam. Em cem anos de vida, os gramadenses já demostraram que preferem conviver com a elegância e os bons modos comunitários, e não misturados com seus próprios despojos.

Nossos vereadores têm agora a oportunidade de livrar Gramado das sacolas plásticas, através de iniciativa que ficará na história por ter nascido dentro da própria Câmara de Vereadores. A população clama por mostrar, aos milhões de brasileiros que nos visitam, que gramadense não tem medo de ser diferente e nem de bater mais um carimbo para ser imitado por outros lugares, mostrando onde e com que firmeza estão implantados os ideais de um povo.

E como nossos atuais vereadores têm mostrado fidelidade à honra e ao interesse público, que receberam como legado de gerações de antecessores seus, nossa comunidade espera que, mais uma vez, eles deem motivo para que continuemos a nos orgulhar deles.

 

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