Gramado, finalmente amadureceu em direção ao entendimento de que o turismo que até hoje desenvolvemos com tanto sucesso, necessita ser redirecionado. Os mecanismos de sustentar as atividades turísticas, simplesmente na base do apelo às multidões, estão demonstrando sinais de franca decadência.

Essa face atual da indústria turística pode ser testemunhada pela perda de interesse que os turistas de rotina estão demonstrando quanto a destinos universais famosos como Barcelona, Amsterdam, Veneza e outros aqui no Brasil mesmo. E a reação deles foi basear sua continuada subsistência na criação de oportunos apelos de natureza cultural.

Sendo essa a realidade atual, conforme também comprovado pelas duas edições do Fórum Gramado de Estudos Turísticos, Gramado tratou de criar um órgão formal que possa servir de núcleo de estudos para acompanhar a moderna perspectiva de que a cultura é o caminho pelo qual andará o turismo do futuro: a Academia Gramadense de Letras e Artes (AGLA).

Formatada como Associação, independente do Poder Público, mas ancorada na Secretaria da Cultura, a AGLA inicia com poucos especialistas em diversos setores das artes. Assim foi porque houve a crença de que logo ela poderá se expandir e irradiar-se para a comunidade gramadense, de modo a criar os conceitos e as práticas culturais que deverão definir a modernização de nossos procedimentos turísticos.

Os primeiros componentes da Academia nutrem a convicção de servir de fórum capaz de abrigar e organizar o pensamento gramadense, relativo à melhor forma de encarar seu desenvolvimento. E assumem o compromisso de receber e organizar com seriedade opiniões e ideias em prol de Gramado, seja de quem for, seja de onde forem. E só o apego de todos nós, por uma cidade tão especial, fará com que a criação da Academia Gramadense de Artes e Leras, tenha valido à pena.

 

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