Edição Nº 466 - 22/10/2015

22/10/2015

Crônica

Romeo Ernesto Riegel

Romeo Ernesto Riegel


Professor

Colunas

 

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Ana Romani / Pe. Ari Antonio da Silva / Adriano Cescani / Tela Tomazeli / Romeo Ernesto Riegel

E-mail do colunista: riegelre@via-rs.net

O conteúdo da coluna assinada assim como as imagens é de responsabilidade do colunista.

Crônica

Romeo Ernesto Riegel

Romeo Ernesto Riegel


Professor


Um lugar para se morar

Uma  novidade da atual crise é  o incontável número de brasileiros  descrentes que estão se preparando para abandonar o país ou já o abandonaram.

Tal fato, contradiz o costume brasileiro de se firmar nas terras de seu país, apoiados na certeza de que logo virão dias melhores.  A causa é que não se tem encontrado forças para colorir o futuro de uma nação onde o Governo Central espolia os Estados da Federação, enquanto paga bilhões aos agentes financeiros internos como juro de sua inimaginável dívida. Só até 22 de setembro desse ano já foram destinados mais de setecentos e setenta bilhões (770,3bi) – o dado é esse mesmo – aos bancos e similares com essa finalidade. Os que estão arrumando as malas não conseguem ver um futuro sem grande sofrimento, do qual querem livrar pelo menos seus filhos. Para eles o Brasil não é mais um bom lugar para morar. Em consequência, algumas cidades com características especiais têm se tornado alvo dos insatisfeitos,  aparecendo como  territórios preferidos para fixar residência e não para se ir embora. E Gramado é um desses lugares.

O quadro migratório gramadense é muito peculiar pelo quanto tem de sudável. Face a qualidade, que aqui em tudo é tradicional, os imigrantes trazem na bagagem boas reservas de competência e na cabeça a ambição de serem melhores ainda. Alguns erraram e se foram enquanto outros conferiram ao município empreendimentos de invejável valor.

Fora do mundo empresarial há dois tipos de imigrantes. Num deles as famílias, geralmente com filhos pequenos e razoavelmente bem de vida, buscam nosso abrigo, pois cansaram de sentir medo em sua cidade de origem. O outro identifica uma das faces mais refinadas de Gramado: aposentados que cumpriram com sucesso seu tempo profissional em outros lugares e a nós escolheram como companhia para viver o restante de suas e das nossas vidas. Sem medos, eles vivem de suas reminiscências, passeiam entre nossos arvoredos, cuidam de nossas flores, amam como nós uma cidade que também é deles.

Contudo, é de justiça repetir que essas boas condições foram criadas por várias gerações de um povo caprichoso. E os gramadenses atuais, vindos de onde vierem, estão empenhados na tarefa de fazer de nossa terra um lugar distinto para chegar e agradável para ficar. 

 

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