As chamadas “parábolas da misericórdia” ilustram a atitude de Deus, bem como a de Jesus, em relação aos pecadores. E constitui-se numa chamada de atenção para os discípulos.

A preocupação principal de Deus Pai em relação à humanidade é que todo o ser humano obtenha a salvação. Quem está mais pervertido pelo pecado, obviamente é olhado com especial atenção. É preciso abrir para eles perspectivas de uma vida nova, fundada no amor e na solidariedade. Daí o esforço de Jesus para acolhê-los, fazer-se próximo deles e apresentar-lhes o projeto de vida almejado pelo Pai.

E mais, procurar ajuda-los a superar o preconceito de que são vítimas, mostrando-lhes como o Pai é o maior interessado na conversão deles, pois se alegra quando alguém consegue mudar de vida, rompendo com o passado pecaminoso. A imagem do Deus furioso e vingativo é substituída pela imagem do Pai clemente e misericordioso, que pacientemente espera a volta do pecador arrependido.

A familiaridade de Jesus com os pecadores chocava-se com a ortodoxia religiosa de seu tempo. Ele se recusava a cultivar o ideal de ver separados os justos dos pecadores, os bons dos maus. Antes, imitando a misericórdia divina, tudo fazia para que os pecadores voltassem à casa paterna. Aí descobririam a alegria do Pai, ao vê-los de volta.

 

Façamos nossa oração:

Espírito que possibilita a conversão mantenha nosso coração aberto aos pecadores, com a convicção de que são atraídos do Pai. Amém

 

E-mail do colunista: pe.arisilva@hotmail.com

O conteúdo da coluna assinada assim como as imagens é de responsabilidade do colunista.