(Lc 12,49-57)

20º Domingo do Tempo Comum

As rupturas criadas no seio da comunidade pela pregação de Jesus põem em alerta o discípulo do Reino. Por um lado, torna-se esgotante levar adiante uma luta infindável como as forças do anti-Reino, muitas vezes, sem se perceber resultados concretos. E isso, parece inútil. Por outro, desiludido pode o discípulo deixar-se encantar pelos valores do anti-Reino e ser levado a romper com o Reino.

A opção pelo Reino lança-o num verdadeiro campo de batalha. E sua opção é posta à prova. Como adversários, pode encontrar até mesmo os familiares mais caros. Não seria preferível a vida da conciliação, à custa de abrir mão do projeto do Reino? Até quando estaria o discípulo em condições de suportar o confronto entre o amor familiar e as exigências do Reino, quando não existe coincidência entre ambos?

Daí a necessidade de julgar o que é justo e mais conveniente. A questão crucial em saber quais são os critérios para se fazer este julgamento. Se a verdade, a justiça e os demais valores do Reino têm prioridade na vida do discípulo, este será capaz de opor-se às exigências familiares, quando forem contrários àqueles valores. Caso contrário, seu julgamento será incorreto, e não corresponderá ao querer divino. Em outras palavras, terá renunciado a ser discípulo de Jesus.

 

Façamos nossa oração:

Espírito que leva a julgar corretamente dá-nos suficiente coragem para decidir-nos sempre pelo Reino e seus valores, mesmo devendo contrariar amigos e familiares. Amém

 

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