(Lc 6, 27-38)

7º Domingo do Tempo Comum

Os discípulos são convidados, com insistência, a serem misericordiosos como o Pai. E este imperativo de Jesus tem sua razão de ser: a atitude misericordiosa para com seu semelhante caracteriza o discípulo do Reino, por se inspirar no modo de agir do próprio Deus.

O Pai é exemplarmente misericordioso em relação à humanidade. É assim que a Bíblia entende a criação e a história de Israel. Os Salmos são pródigos em exaltar a misericórdia divina. Ela é eterna e sem limites; por ela, os pecados são perdoados, e as pessoas são salvas e cumuladas de vida.

Porque é misericordioso, Deus se preocupa com o ser humano e não rejeita a sua súplica. Por isso, a misericórdia é preciosa e digna de ser louvada e proclamada, cada manhã.

O discípulo do Reino deve ser misericordioso no relacionamento com os seus semelhantes. Diferentemente dos pecadores que não pensam como Deus e fazem o bem apenas a quem lhes quer bem, o discípulo é misericordioso para com todos, inclusive com os inimigos. Está sempre pronto a fazer o bem, sem esperar recompensa. Responde ao ódio com o amor, e à maldição, com a bênção. Recusa-se a ser violento com quem o trata com violência.

 

FAÇAMOS NOSSA ORAÇÃO

Espírito de misericórdia modela o nosso coração pela misericórdia do Pai, a fim de que eu tenha somente gestos de bondade para com nossos semelhantes. Amém

 

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