(Lc 6,17.20-26)

6º Domingo do Tempo Comum

O contraste traçado entre ricos e pobres revela duas posturas humanas distintas, diante de Deus, da sociedade e dos bens deste mundo, e a consequente sorte reservada a cada uma delas. Enquanto uma é fonte de bênção e salvação a outra atrai para si maldição e condenação. O discípulo deve ter suficiente discernimento para saber que postura assumir.

O pobre, vivendo na carência por ter sido excluído da participação dos bens deste mundo, terá como herança o Reino de Deus. Já que não foi objeto da atenção de seus semelhantes, Deus mesmo se encarregará de tomar partido a seu favor. A privação será superada, pois o Pai o saciará.

Seu pranto transformar-se-á em riso, pois lhe serão dados vítimas de alegria. O ódio, o insulto e a rejeição de que são vítimas não devem ser motivo de tristeza, já que receberão a recompensa por parte do Pai, que está no céu.

O rico, vivendo em abundância, sem dar-se conta das necessidades alheias, será punido com a fome. Tendo colocado sua esperança nos bens materiais, haverá de experimentar a carência deles. As gargalhadas vazias, talvez até diante do sofrimento do próximo, resultarão em aflição e pranto. Os louvores e as bajulações de que foi objeto resultarão inúteis, quando se defrontar com o juízo divino.

O discípulo sensato saberá que caminho tomar para não partilhar a sorte dos que irão receber o castigo divino.

 

Façamos nossa oração

Espírito de autenticidade move-nos sempre a assumir a verdadeira atitude de discípulo, que centra sua vida no projeto do Pai, e só por ele será recompensado. Amém.

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