Para falar de sua segunda vinda, Jesus recorre à linguagem apocalíptica, comum nos ambientes religiosos da época. Este modo de falar provém da linguagem profética, a qual descreve, em forma de perturbação da natureza, o julgamento de Deus sobre o povo de Israel, que persistia em sua infidelidade.

A intenção de Jesus é revigorar a esperança dos discípulos, evitando que se deixem abater pelo pessimismo. Por conseguinte, quem se deixa atemorizar com as imagens utilizadas, é porque não atinou com a mensagem veiculada.

Os discípulos são instruídos a olhar para além da morte e do fim. Toda a história e a vida humana têm, como objetivo último, o encontro com o Filho do Homem. O destino de tudo é a perfeita comunhão com ele, no Reino a ser plenificado.

Entretanto, em meio a dificuldades e tentações, Jesus insiste para que o discípulo mantenha vivo o desejo de encontrar-se com o Senhor, e se prepare para esse dia. Viver na devassidão, entregar-se aos vícios, ficar assoberbado com as preocupações da vida poderá desviar seu coração das coisas fundamentais, e assim, torna-lo inapto para acolher o Senhor que virá.

Discernimento e oração são sugeridos por Jesus para quem deseja, efetivamente a plenitude do Reino de Deus.

 

ORAÇÃO:

Espírito de oração vigilante conserva-me em estado de contínuo alerta, a fim de que eu me prepare, pela vivência do amor, para a chegada do Cristo que vem. Amém.

 

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