Ao proclamar as bem-aventuranças, Jesus focou um projeto de vida rumo a realização do ser humano na medida em que ele conseguia fazer felizes os outro. Essa conduta de Jesus ficava clara quando ele devolvia às pessoas a saúde e a dignidade que lhes foram arrebatadas injustamente. Ele propunha ser feliz, mas com critérios novos, mais livres e radicais, para construir um mundo mais digno e feliz.

Jesus acreditava num “Deus feliz” o Deus Criador que olha com amor entranhável todas as suas criaturas, o Deus amigo da vida e não da morte, mais atento ao sofrimento das pessoas do que a seus pecados.

A partir da fé nesse Deus, rompia os esquemas religiosos e sociais. Se nós nos abrirmos a esse Deus que é Pai bondoso vamos ouvir o que seja viver uma autêntica e profunda espiritualidade cristã. Daí infere-se:

 

1 - Felizes “os que têm espírito de pobre”, os que sabem viver com pouco, confiando sempre em Deus.

​2 - Feliz uma Igreja com alma de pobre, porque terá menos problemas, estará mais atenta aos necessitados e viverá o evangelho com mais liberdade. Dela é o Reino de Deus.

3 - Felizes “os sofridos” os que vivem com o coração benévolo e clemente.

4 - Feliz uma Igreja cheia de mansidão, pois será uma dádiva para este mundo cheio de violência. Ela herdará a terra prometida.

5 - Felizes “os que choram” porque padecem injustamente sofrimentos e marginalização. Com eles pode-se criar um mundo melhor e mais digno.

6 - Feliz a Igreja que sofre por ser fiel a Jesus. Um dia será consolada por Deus.

7 - Felizes “os que têm fome e sede de justiça” os que não perderam o desejo de ser mais justos nem o afã de construir um mundo mais digno.

8 - Feliz a Igreja que busca com paixão o Reino de Deus e sua justiça. Nela surgirá o melhor do espírito humano. Um dia seu desejo ardente será saciado.

9 - Felizes os “misericordiosos”, que atuam, trabalham e vivem movidos pela compaixão. São os que, na terra, mais se parecem com o Pai do Céu.

10 - Feliz a Igreja que Deus lhe arranca o coração de pedra e lhe dá um coração de carne. Ela alcançará misericórdia.

11 - Felizes “os que trabalham pela paz” com paciência e fé, buscando o bem para todos.

12 - Feliz a Igreja que introduz no  mundo paz e não discórdia, reconciliação e não enfrentamento. Ela será “filha de Deus”

13 - Felizes os que, perseguidos por causa da justiça, respondem com mansidão às injustiças e ofensas. Ele nos ajudam a vencer o mal com o bem.

 

Ser cristão é aprender a “viver bem” seguindo o caminho aberto por Jesus. As bem-aventuranças são o núcleo mais significativo e “escandaloso” desse caminho.

Caminha-se para a felicidade com coração simples e transparente, com fome e sede de justiça, trabalhando pela paz com entranhas de misericórdia, suportando o peso do caminho com mansidão. Este caminho traçado nas bem-aventuranças leva a conhecer já nesta terra a felicidade vivida e experimentada pelo próprio Jesus.

É bom pensar!

 

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