(Mt 16,13-20)

Fé não consiste em crer em algo, mas em Alguém. Essa talvez seja a razão de Jesus colocar os discípulos na parede. Sem ter uma espiritualidade pessoal e íntima com Deus é muito difícil encontrar em Cristo como resposta última de sentido que se manifesta no silêncio de cada um de nós. Sem preparar-nos em nossa interioridade através da experiência provinda de uma íntima quietude, torna-se impossível discernir a voz de Deus que nos fala dentro de nós.

“O homem moderno só será crente quando tiver feito uma autêntica experiência de adesão a Jesus Cristo”. (LEHMANN, Karl). A fé em Jesus constitui sempre para nós cristãos, o fundamento sólido da Igreja, tornando-a invencível e capaz de dominar as forças contrárias.

Professar Jesus como Messias significa reconhecer que como ele nunca ninguém existiu e jamais existirá alguém. Os profetas foram somente grandes homens, mas não salvadores da humanidade; o Batista preparou a vinda do Messias, mas não era o libertador esperado. Jesus é único.

Quando Jesus diz a Pedro: “Feliz és tu, Pedro”!, o mesmo percebeu a revelação divina na convivência com Jesus. Os acontecimentos do dia-a-dia deixavam transparecer quem era o Mestre. Pedro tornou-se capaz de, como a graça divina, ir além da percepção popular. Por isso, pode chegar a proclamá-lo como Cristo, o Filho de Deus vivo.

A bem-aventurança de Pedro (“Feliz és tu, Pedro!”) estende-se a todos que se tornam discípulos, a exemplo dele. É feliz quem cumpre com generosidade a missão recebida de Jesus. É feliz quem persevera na fidelidade ao Filho de Deus, comungando com sua sorte e seu destino. Rezemos:

Querido Pai do céu, faça de cada um de nós um bem-aventurado, como o apóstolo Pedro, revelando-nos teu Filho Jesus, e dando-nos força para testemunhar nossa fé até o fim. Amém

 

E-mail do colunista: pe.arisilva@hotmail.com

O conteúdo da coluna assinada assim como as imagens é de responsabilidade do colunista.