(Mt 13,1-17)

Jesus encontrou barreiras, criticas e rejeição para levar adiante o projeto do Reino de Deus. A palavra Dele não teve acolhida que se esperava. Entre seus seguidores mais próximos começava a despertar o desalento e a desconfiança. Perguntava-se se valeria a pena continuar. Jesus então lhes contou a parábola do semeador com realismo e confiança.

 

Duas coisas importantes:

  1. Há certamente, um trabalho infrutífero que se pode dar por perdido, mas o projeto final de Deus não fracassará.
  2. Não se ceder ao desalento. É preciso continuar semeando. No final haverá colheita abundante.

 

Assim era Jesus: Semeava sua Palavra em qualquer parte onde via alguma esperança de que poderia germinar. Semeava gestos de bondade e misericórdia até nos ambientes mais suspeitos. Jesus semeava com realismo e confiança como um lavrador da Galiléia do seu tempo. Todos sabiam que a semeadura se perderia em mais de um lugar naquelas terras tão desiguais. Entretanto, não desanimavam e muitos menos deixavam de semear.

O importante era a colheita final. Algo semelhante se dá com o Reino de Deus. Não faltam obstáculos e resistências, mas a força de Deus dará seu fruto. Seria absurdo deixar de semear. Na Igreja de Jesus não precisamos de colhedores. Não se trata de colher êxitos, conquistar a rua, dominar a cidade, encher as Igrejas, impor nossa fé religiosa. É esta a conversão que devemos promover hoje entre nós: ir passando da “obsessão” por “colher” ao paciente trabalho de “semear”. A parábola do semeador é um convite à esperança.

A semeadura do evangelho, muitas vezes é inútil por contrariedades e oposições, no entanto, tem uma força que ninguém pode conter. Apesar de todas as dificuldades e obstáculos, a semeadura acaba em colheita fecunda que faz esquecer os fracassos. Não devemos perder a confiança por causa da aparente impotência do Reino de Deus. Parece que a “causa de Deus” está em decadência e que o evangelho é algo insignificante e sem futuro Mas não é assim. O evangelho não é uma moral nem uma política, nem sequer uma religião com maior ou menor futuro, mas uma força de Deus “semeada” por Jesus no coração do mundo e da vida dos seres humanos. O evangelho continua hoje tendo uma energia humanizadora. Não podemos esquecer que não é hora de “colher”, mas de semear com fé na força renovadora do mesmo. Pense!

 

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