(Jo 1,29-34)

Em alguns ambientes cristãos do primeiro século tiveram cuidado em não serem confundidos com os seguidores do Batista. Eles viviam de um rito externo que não transformavam as pessoas, pois era um batismo de água. Os cristãos, ao contrário, se deixavam transformar internamente pelo Espírito de Jesus. Jesus não está preocupado com doutrinas, normas ou ritos vividos a partir do exterior. É o próprio Jesus quem há de batizar. Esse Espírito é que há animá-los, impulsioná-los e transformá-los. Sem este “Batismo do Espírito” não há cristianismo.

A fé que existe na Igreja não está nos documentos, do magistério, nem nos livros dos teólogos. A única fé real é a que o Espírito de Jesus desperta nos corações e nas mentes de seus seguidores. Esses cristãos simples e honestos. Infelizmente, há muitos que não conhecem por experiência essa força do Espírito de Jesus e vive uma “religião de segunda mão”. Não conhecem nem amam a Jesus, pois só creem no que vai se dissolvendo. Os cristãos hoje em primeiro lugar não são catecismos sobre a correta doutrina cristã, nem exortações que precisam com rigor as normas morais. Há algo anterior, ou seja, ajudar os fiéis a colocar-se em contato direto com o evangelho, ensinar e conhecer e amar a Jesus, aprender juntos a viver seu modo de vida e seu Espírito. Recuperar o “Batismo do Espírito”.

O Evangelho de João nos diz: “Jesus possui a plenitude do Espírito Deus e por isso pode comunicar aos seus essa plenitude. A grande novidade de Jesus consiste em ser Ele “O Filho de Deus” que pode “Batizar com o Espírito Santo””. O Batismo de Jesus é um “banho interior” que impregna e transforma o coração das pessoas. É o Espírito de vida. Significa acolher seu Espírito como fonte de vida nova, Espírito da Verdade. Jüergen Moltmann dizia: “A Energia vital que o Espírito infunde na pessoa, é erotizante, pois faz viver de maneira prazerosa, atrativa e sedutora”. É bom pensar sobre nosso batismo! 

 

E-mail do colunista: pe.arisilva@hotmail.com

O conteúdo da coluna assinada assim como as imagens é de responsabilidade do colunista.