(Lc. 9,18-29) 

A época atual é de marcada por grandes confusões na fé dos cristãos. Se hoje Jesus viesse e nos perguntasse. “Quem Sou Eu”?  Com certeza diante de tantas ofertas na linha do espiritualismo imanente, encontramos muitos cristãos que oscilam entre o “Cristo de Deus”  e, às vezes à crenças diametralmente opostas ao próprio Jesus. Qual a opção que fazemos no hoje da história. Jesus não nos chama para triunfalismos, prosperidades materiais, e sim, para o desapego e assumir a cruz de cada dia. “A grande tarefa dos cristãos hoje é reunir forças e abrir caminhos para reafirmar com muito mais vigor a centralidade de Jesus em sua Igreja”. (PAGOLA, 2012).

Infelizmente muitos cristãos confessam Jesus por costume, por piedade ou por disciplina, mas vive sem captar a originalidade de sua vida, sem ouvir a novidade do seu chamado, sem deixar-nos atrair por seu projeto, sem contagiar-nos com sua liberdade, sem se esforçar por seguir sua trajetória. Daí infere-se da vida de muitos cristãos uma contradição. “Adoramos Jesus como “Deus””, mas, Ele não é o centro de nossa vida. Confessamo-lo como “Senhor”, mas viramos as costas para Ele, sem saber muito bem como Ele era e o que queria.

Chamemo-lo de “Mestre”, mas nos comportamos como membros de uma religião, e não como discípulos seus. Cada um de nós precisa se colocar diante de Jesus, deixar-nos olhar diretamente por Ele e ouvir do fundo de nosso ser suas palavras: “Quem sou eu realmente para vós”? A esta pergunta se responde mais com a vida do que com as palavras sublimes.

É necessário reorientar tudo para uma vida mais digna, mais generosa e mais humana sempre tendo como ponto de referência Jesus Cristo como Deus e homem. Nosso coração deixa de ser cristão quando Cristo já não significa nada para nós. É bom pensar! 

 

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