A cultura da tecnologia convida para usufruirmos dos bens materiais. Nesse universo homem vive um imaginário confuso e fragmentado. Seguir  Cristo significa não a um consumismo desenfreado. Jesus no evangelho desse domingo próximo emprega imagens duras e escandalosas, pois aos que o seguem sacode as consciências. Ele quer seguidores comprometidos, sem reservas e desprovidos de seguranças. Segui-Lo exige “uma dinâmica de movimento”. Jesus faz para a Igreja de hoje uma chamada forte e desafiadora. Por quê? “O imobilismo dentro da Igreja é uma enfermidade mortal: mata a paixão de seguir Jesus compartilhando sua vida, sua causa e seu destino”. (PAGOLA, 2012).

Jesus adverte qual o estilo de vida que ele segue. “...não tem onde reclinar a cabeça”, não oferece segurança a ninguém e não tem apoio social”. Os cristãos na  modernidade buscam segurança e, assim, sentimos dificuldades de seguir radicalmente a Jesus. Se percebe muitos cristãos, bispos, padres, diáconos e religiosos preocupados na busca de uma religião que dê o conforto do passado. É preciso repensar o ser cristão.

Tende-se seguir Cristo ou “buscar segurança religiosa”: Seguir Jesus não significa fugir para um passado já morto, mas procurar viver com o espírito que animou Jesus (...)  viver “com a atmosfera de Jesus” e não ao “sabor do vento que mais sopra”. É estar disposto a enfrentar conflitos e a cruz. “ A Igreja está se transformando cada vez mais num fenômeno marginal de nossa sociedade”. (N. Greinacher).

A Igreja perde espaço quando presa em saudosismos e regras rígidas que não condiz ao espírito de Jesus. “O restauracionismo” só leva a perigosos atoleiros de endurecimento e crispação (...) precisamos de conversão pessoal e coletiva ao Deus vivo de Jesus”. (Karl Rahner). O mundo espera dos que seguem Jesus ousadia e dedicação na construção do Reino nessa sociedade insípida, vazia e desconfortante!. É bom pensar!

 

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