No evangelho de Lc 7, 36-50, desse domingo próximo, Jesus tem uma postura diferente. Acolhe os pecadores, prostitutas e os excluídos da sociedade. Ele contradiz o olhar de muitos cristãos que se acham melhores do que outros. “Não precisamos de “mestres” que desprezem os pecadores, mas de cristãos que olhem os marginalizados morais e indesejáveis como Jesus olhava”. (PAGOLA, 2012).

Quantos preconceitos em relação ao erro dos outros. Ninguém tem esse direito. “Não é cristão adotar uma postura de condenação ou rejeição nem julgar a vida de uma pessoa reduzindo-a a sua sexualidade como homossexuais, prostitutas, doentes e deficientes sem levar em conta outros valores e dimensões de sua personalidade. Essas pessoas precisa-se ser oferecida a possibilidade de descobrirem em Jesus sua própria dignidade, a aceitação responsável de sua condição e a acolhida libertadora que quase sempre lhes é negada na sociedade”. (ibidem).

A Boa notícia de Deus é para todos. “O perdão de Jesus à mulher pecadora não é um rito rotineiro de “absolvição de pecados”, é muito mais (...) na visão legalista do fariseu Simão, que busca tudo, menos o bem real da mulher, Jesus só quer para ela a vida, liberta-a da humilhação, devolve-lhe a dignidade, renova-a por dentro e abre-lhe um novo horizonte”. “Tua fé te salvou. Vai em paz”. Deus não quer que tenhamos atitudes excludentes de desprezo, intolerância ou rejeição, mas acolhida e respeito. Jesus só nos ensina a amar, pois Ele é um apaixonado pela vida. “Sede compassivos como vosso Pai é compassivo”. (Lc 6,36).

Jesus introduz uma alternativa revolucionária mostrando que o primeiro traço de Deus é compaixão, não santidade. Jesus inaugura um novo estilo de vida inspirado unicamente no respeito e no amor, ao tocar leprosos, acolher pecadores, comendo com publicanos e prostitutas. Sua mesa está aberta a todos. Ninguém está excluído do coração de Deus. É bom pensar!

 

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