Esperança ou Pensamento Positivo? 

Ao abordar as duas expressões acima popularmente citadas são consideradas sinônimas. No entanto quando se fala em pensamento positivo trata-se de meia verdade. Por quê? Há uma crença generalizada que “ter pensamento positivo” tudo anda com desenvoltura no decurso da vida. E isso não é uma verdade absoluta.

Por outro lado, ao analisar a expressão “ter esperança”, é muito mais abrangente e real. Quando analisamos a cultura contemporânea fica nítida que muitos preferem vivenciar o “pensamento positivo”, embora não se dão conta que o mesmo tem um paradigma de “estagnação”. Ora, a dimensão da esperança sempre traz no seu bojo um dinamismo e nos impele a ação. Não basta ficar inerte ante os objetivos traçados é preciso agir para que a meta a que se proponha tenha uma efetivação objetiva e realista.

É ter consciência clara que ambas as expressões se completam, embora a esperança seja muito mais abrangente que o pensamento positivo. A situação que a cultura hodierna vive retrata uma situação de medo e insegurança. É certamente o resultado de um fio condutor que permeou o pensamento durante um expressivo tempo e que o tecido social acabou  internalizando como se fosse uma verdade última.

O acento primordial que deu destaque ao racionalismo como resposta última do sentido da existência humana chegou ao seu limite. Toda essa situação levou o tecido social à ausência de uma referência confiável onde houvesse um porto seguro para que as pessoas pudessem ancorar e encontrar um sentido para a vida.

É notório o desânimo estampado no rosto das pessoas e um significativo número cai na indolência frente à existência. “A indolência é o verdadeiro inimigo de qualquer esperança”. (“MOLTMANN, Jürgen – Ética da Esperança – Vozes – 2012”). Não se pode esquecer diante dessa realidade que: “ Sem a esperança precede o temor”: sem esperança não haveria temor e sem “profecia da Salvação” não haveria profetas da maldição”. Pense!
 

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