O grande e extraordinário poder de traçar na fronte o “Sinal da Cruz” 

Nós cristãos, mormente os católicos, têm o costume de antes de fazer qualquer oração traçar sobre a fronte o “Sinal da Cruz”. Aparentemente parece ser um gesto qualquer, ou quem sabe, uma forma cultural que foi sendo trazida pela tradição no decurso do tempo e tantas outras explicações que nem sempre convence e retrata o sentido profundo desse gesto.

Para os primeiros cristãos, esse sinal era a “expressão de fé mais universal”. São Jerônimo e Santo Agostinho descrevem os cristãos traçando o sinal da cruz sobre a fronte, em seguida sobre os lábios e depois sobre o coração, que chamamos de “persignar-se”. No século III, São Cipriano escreveu que “no sinal da cruz está toda a virtude para todos os marcados na fronte”. Isso tem referência a Ap 7,3 e 14,1). Um século mais tarde, Santo Atanásio declarou que “...pelo sinal da cruz toda mágica cessa e toda feitiçaria não dá resultado”. Satanás é impotente diante da cruz de Jesus Cristo. Portanto, é preciso frisar que o “Sinal da cruz é o gesto mais profundo que fazemos.

É o um único gesto. Quando nos persignamos, renovamos a aliança que se iniciou no batismo. Com nossas palavras, proclamamos a fé trinitária na qual fomos batizados”. (HAHN, Scott – O Banquete do Cordeiro – A Missa segundo um convertido – Ed. Cléofas e Loyola – 2014). E segue: “Com a mão, proclamamos nossa redenção pela cruz de Jesus Cristo. O maior pecado da história da humanidade – a crucificação do Filho de Deus – tornou-se o maior ato de amor misericordioso e de poder divino.

A cruz é o meio pelo qual somos salvos, pelo qual entramos em comunhão com a natureza divina”. (2Pd 1,4). Os cristãos precisam cada vez mais ter consciência da profundidade desse gesto que em muitas ocasiões de nossas vidas fazemos, embora nem sempre tenhamos ciência do que isso significa na prática. “Pai, Filho e Espírito Santo”, reflete um relacionamento familiar, a vida interior e a comunhão eterna de Deus. Pense!

 

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