Páscoa da Ressurreição 

A fé em Jesus Ressuscitado 

Vivemos  numa fase da história em que predomina o racionalismo, herança da ideologia do iluminismo. O Mistério da paixão, morte e ressurreição de Cristo sofre uma restrição aos cristãos de internalizar a grandeza desse mistério que ultrapassa a imanência histórica, pois é algo que vai além de nossa compreensão, de maneira que para muitos é visto como algo estranho para o paradigma da modernidade. No entanto no se trata de ficção, imaginação e, sim, realidade inserida no limite tempo/eternidade. Os próprios discípulos que viveram três anos com Jesus tiveram dificuldades para compreender a grandeza do mistério ao qual eles próprios presenciaram, principalmente quando Jesus ao terceiro dia apareceu a eles no cenáculo. Isso significa que se para eles foi um impacto significativo imagina-se num contexto de mundo onde tudo se procura verificar, entender e assimilar somente o que se pode perceber com os cinco sentidos.

Portanto: “A fé em Jesus ressuscitado pelo Pai, não brotou de maneira natural e espontânea no coração dos discípulos. Antes de encontrar-se com Ele, cheio de vida, os evangelistas falam de seu desconcerto, sua busca em torno do sepulcro, suas interrogações e incertezas”. (PAGOLA, José Antônio – O caminho aberto por Jesus – Vozes  2013).

O fato é que não devemos buscar o ressuscitado entre os escombros do tempo e da imanência histórica, pois a ressurreição é um acontecimento que se encontra como acima já citei, tempo/eternidade. “A fé em Cristo ressuscitado também não nasce hoje em nós de forma espontânea, só porque ouvimos desde crianças catequistas e pregadores, mas sim, nosso próprio percurso”. PAGOLA, 2013). E segue: “Por que buscais entre os mortos aquele que vive?” “Não está aqui. Ressuscitou”!. É bom pensar! Feliz Páscoa!

 

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