Liturgia do Domingo dos Ramos

Com o domingo dos ramos a Igreja celebra os momentos decisivos da vida, morte e ressurreição de Jesus. Ao entrar em Jerusalém é aclamado pelo povo como Messias e Salvador. Mas não entra como os messias poderosos que o povo esperava. Entra pequeno, humilde e pobre. O jumentinho é o símbolo do Servo de Deus. Será que estamos preparados para acompanhar Jesus em sua última semana? A Semana Santa sempre significa para todo o cristão um momento peculiar na espiritualidade pascal que é o centro da vida cristã.

Cada cristão é interpelado para uma revisão de vida. É um momento precioso na renovação de nossa fé que tem como fundamento o “mistério da paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo”.  São Paulo nos afirma: “Se Cristo não tivesse ressuscitado vã seria nossa fé”. Um aspecto curioso é que Jesus resistiu a vida toda a ser chamado de Messias, pois na cabeça do povo, havia muito mal-entendido em relação ao Messias. Mas, agora, às portas de Jerusalém, Jesus deixa cair as resistências. Aceita entrar como Messias, mas deixa claro que tipo de Messias ele é: pobre, manso e humilde, servo de Deus e dos homens.

Nesse contexto a liturgia do domingo de ramos é preciso ter presente que o conceito de Messias que o povo esperava não condiz com aquilo para o qual Jesus entrou na história humana. Ele é o Cristo, o enviado do Pai para iniciar o Reino de Deus, embora não coincidisse com o imaginário popular que circulava entre os judeus. Portanto há um engano em querer ver Jesus como o poderoso no sentido imanente e histórico.

Deus se apresenta sempre como alguém simples, pobre e desapegado das coisas materiais. Isso gerou certa desilusão frente ao imaginário do povo judeu, mais precisamente dos dirigentes e chefes. Entretanto quem quiser ser discípulo de Jesus, sem dúvida precisa passar pela cruz e o sofrimento. A cultura hodierna vai à contramão desse conceito, pois quer e procura um Cristo sem cruz. No entanto, é na cruz que se encontra a Salvação. 

 

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