Praticidade é o núcleo autêntico para viver a Espiritualidade cristã 

Não há como alguém dizer que segue os ensinamentos de Cristo sem ter um comportamento condizente. A duplicidade na postura do cristão é um contra testemunho de que esteja de acordo com o Espírito de Jesus. Por quê? “Para Jesus não importa as leis que precisamos observar rigorosamente, mas um novo caminho de comportamento [...] este novo comportamento emana de uma nova experiência, da experiência de que somos filhos e filhas amados incondicionalmente por Deus”. (GRÜN, Anselm – As fontes da espiritualidade – Vozes – 2008).

Oração e prática são um binômio que jamais pode se prescindir da concretude da vida. Deve haver uma coerência, pois “...uma oração que não leva a um novo agir permanece estéril”. A quaresma desse ano 2016 nos induz a refletir sobre a necessidade de se ter uma cosmovisão de totalidade da nossa “CASA COMUM, NOSSA RESPONSABILIDADE”.

A crise que se vive hoje é fruto da negligência humana, ou seja, dizer que tem fé em Deus, orar, embora não tenha nenhuma ação concreta que retrata essa fé. É preciso agir com uma profunda e séria mudança de postura frente aos conflitos de toda ordem que retratam a falta de uma consciência de sermos criados por Deus e recebemos uma tarefa, ou seja, o “cuidado” da criação.

No entanto o que se observa é um distanciamento dessa obrigação e uma postura egoísta olhando somente para dentro do “si-mesmo” e focando o ter, o poder e o prazer, aliás, tentações que Jesus também sofreu, mas sempre venceu. Por outro lado, o homem hodierno envolto em tantos conflitos e pecados é porque cedeu a estas três tentações transformando os meios em fins, os limites deste mundo num mundo sem limites.

Neste “Ano da Misericórdia” todo o cristão, mormente os católicos e homens e mulheres de boa vontade são interpelados a ser misericordioso, buscarmos a conversão e cuidarmos da “Casa Comum”: O Planeta Terra. É bom pensar!

 

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