A Ecologia humana é inseparável do Bem Comum 

A espiritualidade quaresmal sempre nos convida a revisarmos o conjunto da vida. É um contexto que jamais o homem, de modo particular, os cristãos e homens de boa vontade vivam o dia- a- dia, sem estar focado no conjunto dos princípios que norteiam a caminhada de toda a natureza incluindo sempre a ecologia ambiental, mas com destaque o ser humano. A consciência de responsabilidade frente a uma cosmologia global nos impele a uma transformação comportamental. Nesse sentido a ecologia humana possui um papel central e unificador na ética social.

Ao se abordar a questão do bem comum pressupõe: “...o respeito pela pessoa humana orientadas para o seu desenvolvimento integral como exige também os dispositivos de bem-estar e segurança social e o desenvolvimento dos vários grupos intermédios, aplicando o princípio da subsidiariedade”. Laudato Si,157).

E segue: “Entre tais grupos, destaca-se de forma especial a família enquanto célula basilar da sociedade; por fim, o bem comum requer a paz social, isto é, a estabilidade e a segurança de certa ordem, que não se realiza sem uma atenção particular à justiça distributiva, cuja violação gera sempre violência”. Jesus ao orientar seus discípulos não só definiu a conduta de como portar-se entre os semelhantes, mas deixou seu exemplo com a máxima do evangelho, ou seja, o amor. “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei, nisto é que saberão que vocês são meus discípulos, se vos amardes uns aos outros”.

Como explicar a vivência da fé cristã ao se observar que a realidade ao nosso redor, há pessoas excluídas do contexto socioeconômico, abandonadas, hospitais sucateados, abandono de idosos, crianças desnutridas e mal cuidadas, jovens sem direção e angustiados em busca de um porto de referência e tantas outras distorções sociais? Toda essa realidade deve mexer com os seguidores de Cristo no hoje da história, e sentir que tais transgressões do tecido social desafia a praticidade da fé. É bom pensar!

 

 

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